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Ministro diz que militares vão atuar em 15 estados nas eleições

G1 em 30 de Setembro de 2016

O número de cidades que recebrão reforço de militares durante as eleições subiu de 408 para 420 em 15 estados, afirmou o ministro da Defesa, Raul Jungmann, em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (30). De acordo com o ministro, o número de localidades atendidas pela pasta pode aumentar "até as últimas horas".

A declaração foi dada em entrevista coletiva após uma cerimônia no Palácio do Itamaraty, na qual foi firmado um acordo de comércio exterior entre o Ministério da Defesa do Brasil e a Secretaria de Comércio e Defesa dos Estados Unidos.

Nesta quarta, Jungmann havia afirmado que a atuação dos militares ocorreria em 408 localidades de 14 estados.Segundo ele, cerca de 25 mil militares atuarão tanto na segurança como no apoio logístico. O estado que passou a integrar a lista é Goiás. Na quarta-feira (28), na cidade goiana de Itumbiara, um candidato a prefeito foi morto a tiros durante uma carreata.

"A Defesa atua em dois eixos: a segurança na votação e na apuração e o outro eixo é exatamente apoiar no transporte  de pessoas, de material, de recursos, de urnas, enfim. Me chegou a informação aqui agora de que já são 420 locais e 15 estados. Como disse, vai até as últimas horas esses pedidos", afirmou o ministro.

O ministro também disse que a violência nessas eleições é preocupante e pode ser fruto de envolvimento de candidatos com milícias e com o tráfico. Ele também atribuiu a insegurança no período eleitoral à recessão pela qual passa o país.

"Preocupa muitíssimo. Nós não temos aqui uma explicação. [...] Eu acho, e isso é uma suposição, que, dada a situação fiscal a qual o Brasil chegou, e isso repercutindfo em uma crise de segurança em alguns estados, vemos na política um reflexo que na prática já está acontecendo. Se ampliaram problemas na área de segurança, fruto dessa situação fiscal", afirmou.

Base de Alcântara
Na entrevista, o ministro da Defesa explicou que o acordo com os Estados Unidos permitirá uma cooperação maior em projetos estratégicos para os dois países.

Jungmann afirmou que haverá mudanças nas leis de restrições comerciais para que projetos possam ser firmados com maior facilidade. Ele citou como exemplo a base de lançamento espacial em Alcântara, no Maranhão, que, segundo ele, oferece vantagens geográficas. O objetivo seria abrir o Centro para lançamentos dos Estados Unidos, "respeitando a soberania nacional".

"A nossa ideia é que, aparando essas arestas, [a base] possa servir para que os Estados Unidos possam fazer uso a partir, evidentemente, de pontos que levem em conta a soberania nacional. A base de Alcântara tem enorme potencial em termos comerciais e aeroespaciais", declarou.

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