PUBLICIDADE

Na reta final das eleições, campanha tenta coibir venda de votos

Da Redação em 19 de Setembro de 2016

Com apoio da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), o MPF (Ministério Público Federal) e o MPE (Ministério Público Estadual) iniciaram, nesta segunda-feira (19), a campanha “Voto vendido, futuro perdido” para chamar a atenção da população contra a venda de votos nas eleições municipais deste ano. De acordo com o superintendente do Sesi, Bergson Amarilla, que representou o presidente da Fiems, Sérgio Longen, na cerimônia de início da campanha, a intenção é mostrar uma relação direta entre o voto e a qualidade dos serviços públicos prestados, principalmente, nas áreas de saúde e educação, bem como fortalecer os canais por meio dos quais as pessoas podem denunciar os ilícitos eleitorais.

Divulgação

Campanha busca adesão dos eleitores para denunciar irregularidades

“Essa campanha é importante não somente para o setor produtivo, como também para toda a sociedade. Nós não podemos mais conviver com uma política de compadres e de venda de votos. Nós temos que entender que todo cidadão deve se engajar politicamente na sua região, na sua cidade, entender melhor como é o sistema de apoio político e sair desta cultura do voto feito com base na troca de favores”, declarou Bergson Amarilla.

O procurador de Justiça e coordenador das promotorias de Justiça Eleitorais de Mato Grosso do Sul, Edgar Miranda, reforçou que a campanha está buscando que, nas eleições deste ano, os eleitores possam eleger bons políticos. “Essa é uma iniciativa bastante positiva em prol, não só da população, como também do empresário que quer um Brasil correto. Veja por exemplo a Operação Lava Jato, não vimos quase nenhum político preso, mas empresários sim. Então, os empresários precisam despertar e acredito que já estão despertando para isso”, afirmou.

Já o procurador-regional Eleitoral Marcos Nassar afirma que uma campanha como essa é bastante positiva para o setor industrial porque ele depende do país para se ter segurança jurídica, ter estabilidade e políticos honestos. “É necessário que a campanha seja limpa e, para que isso aconteça, não se pode ter venda de votos. Além da contribuição que a Fiems já dá para o Brasil em todos os sentidos, isso vai reverter também em benefício para o próprio setor”, analisou.

A compra de votos é um dos ilícitos mais comuns durante a campanha eleitoral, só perde para propaganda por mensagens eletrônicas e telemarketing em número de casos registrados, segundo o sistema Web Denúncia, do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul).

Para o procurador de justiça, Edgar Miranda, esse tipo de crime ainda é frequente porque as pessoas buscam rapidamente um retorno para o voto. “Elas querem uma satisfação imediata, mas esquecem que vão ficar quatro anos sem serviço público essencial de qualidade, que não só ela merece como toda comunidade.”

Como denunciar

Denúncias de irregularidades em campanhas eleitorais podem ser feitas pelo aplicativo do TRE (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), chamado "Pardal". As informações enviadas pela população por tablets ou celulares são encaminhas ao Ministério Público Eleitoral, que é responsável pelas providências cabíveis.

Há também o aplicativo SAC MPF, que recebe documentos, fotos, áudios e vídeos que são encaminhados diretamente à promotoria de justiça, disponibilizado pelo Ministério Público Eleitoral, que é composto pelo MPF e MPE (Ministério Público do Estado).

Além dos aplicativos, denúncias podem ser feitas presencialmente no Ministério Público, na Procuradoria da República em Mato Grosso do Sul (Avenida Afonso Pena, 444, Campo Grande), promotorias eleitorais nos municípios, e virtualmente pelo endereço www.cidadao.mpf.mp.br. Com informações da assessoria de comunicação da Fiems e do site Campo Grande News.

PUBLICIDADE