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No Palco das Américas, Cidade Negra atrai público de 10 mil

Fonte: Notícias MS em 03 de Maio de 2013

O reggae, soul e o pop rock tomaram conta da segunda noite do 10º Festival América do Sul na quinta-feira (02) durante a apresentação do Cidade Negra que reuniu cerca de 10 mil pessoas na Praça Generoso Ponce. A banda levou toda sua expressão de arte musical ao Palco das Américas.

A banda Cidade Negra, reconhecida nacionalmente e com uma legião de fãs pelo Brasil, se apresentou com sua consagrada formação: Toni Garrido nos vocais, Lazão na bateria e Bino Farias no baixo e fez o público relembrar grandes sucessos como: Girassol, Pensamento, Downtown, Liberdade pra Dentro da Cabeça, Amor Igual ao teu e tantos outros que marcaram a carreira da banda.

Fotos: Edemir Rodrigues/Notícias MS

Cidade Negra tem misturado diferentes estilos e sons nas suas apresentações

Para Toni Garrido tocar em um Festival que reúne cultura e povos diferentes representa toda coragem. "É um festival óbvio e ao mesmo tempo corajoso. É tão óbvio que a gente tinha que ter uma relação tranquila e fluida com nossos vizinhos de fronteira que produzem uma ótima música também. Temos certa dificuldade em países de língua latina para ouvir a música em espanhol, castelhano. Ouve-se muita musica americana, de um idioma que a gente nem reconhece muito", ressaltou Garrido.

Para o baterista Lazão a integração da música ultrapassa as fronteiras dos países. "A quebra do protocolo é muito importante dissolvendo o costume de ouvir música americana. Quando vamos às rádios da América Central ouve-se de tudo. Na Costa Rica, no Panamá, em El Salvador você ouve uma rádio e lá toca de tudo. Porque nossas rádios não podem tocar de tudo, desde música peruana a música árabe", ponderou Lazão.

A banda é de reggae, mas tem influências do soul e do pop rock e está na estrada desde 1986, quando surgiu na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro. Cidade Negra contou e falou de amor e conflitos sociais durante o show. A banda surgiu como expressão da busca de inspiração do cotidiano dos músicos para levantar a voz dos artistas de rua, de um povo sem chance de reivindicações.

Com um som mais vigoroso, na volta da formação original, o grupo Cidade Negra tem misturado diferentes estilos e sons nas suas apresentações segundo o vocalista Toni Garrido. "A base de tudo é o reggae de raiz em que se ouve tudo muito seco na música e um período deste ritmo que nos interessa muito é quando o rock se mistura com o reggae, a mensagem se juntou à atitude formando o som do punk reggae. O Cidade de hoje, mesmo sem perceber, tem colocado na música mais doses de punk, de rock e principalmente de dub. Estamos fazendo um som mais pesado, mais psicodélico e mantendo a célula do reggae original que vai estar sempre na nossa música", detalhou Toni.

Toni Garrido volta aos vocais da banda, depois de quatro anos

Toni lembra que é difícil fazer canções boas, que se tornem populares e conhecidas pelas pessoas. "Às vezes lutamos a vida toda para fazer uma canção querida e conhecida pelas pessoas", analisou o músico. Ele lembrou ainda que em todos os shows o público pede para banda cantar a música A Estrada, sucesso que marcou a trajetória do Cidade Negra pelos palcos no Brasil.

No ano de 1990, a Sony Music, ainda CBS, resolveu apostar na banda Cidade Negra que tinha inspiração no reggae. O grupo já tinha em seu currículo alguns shows e teve a oportunidade de realizar excursões para Salvador e São Paulo e até participação em um documentário da BBC de Londres sobre o Rio.

O novo CD do Cidade Negra, Hei, Afro!, marca a volta de Toni Garrido aos vocais da banda, depois de quatro anos. O projeto é um misto de reggae e pop e as letras têm cunho social, característica marcante do grupo. Quase todas as canções são produzidas pelos próprios integrantes do Cidade Negra: Toni, Lazão e Bino Farias.

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