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Cordões Carnavalescos podem ser declarados Patrimônio Cultural Imaterial de Corumbá

Rosana Nunes em 02 de Março de 2022

Divulgação

Em Corumbá, Cordões mantêm tradição e desfilam sempre na última noite de folia

Os Cordões Carnavalescos Paraíso dos Foliões, Flor de Corumbá, Cinelândia e Cravo Vermelho podem ser declarados Patrimônio Cultural Imaterial de Corumbá. É o que prevê Projeto de Lei apresentado na Câmara Municipal pela vereadora Raquel Bryk e pelo vereador Chicão Vianna, durante sessão ordinária.

Ao apresentar a proposta, Raquel e Chicão destacaram a importância dos Cordões Carnavalescos, agremiações recreativas ligadas essencialmente aos festejos de Carnaval. Lembraram que foram muito populares no final do século XIX e início do século XX, no Rio de Janeiro, e até a década de 1960, em São Paulo, e que algumas escolas de samba tiveram origem em cordões, como a Vai-Vai e a Camisa Verde e Branco, em São Paulo.

A história relata que Corumbá, como uma cidade influenciada pela cultura carioca, teve somada às suas tradições a dos cordões carnavalescos. Foram eles que iniciaram um dos maiores festejos culturais do Centro-Oeste brasileiro.

Formados por pessoas humildes, os cordões eram acompanhados por instrumentos de percussão e com fantasias características de reis e rainhas. A característica principal dos Cordões é o estandarte. Cada um tinha o seu e procurava torná-lo mais luxuoso.

A partir de então, deram início às competições que premiavam os melhores. Paraíso dos Foliões e Flor de Corumbá foram fundados em 1933; o Cravo Vermelho surgiu em 1944; já o Cinelândia, em 1960. “Por fazerem parte das raízes culturais de Corumbá, nada mais justo do que eternizá-los como Patrimônio Cultural Imaterial da nossa cidade”, enfatizaram os vereadores.

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