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Dois são presos em Corumbá por esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 90 milhões

Leonardo Cabral em 17 de Junho de 2020

Divulgação/ PF

Esquema chegou a movimentar R$ 90 milhões em quatro anos na região de fronteira

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 17 de junho, em Corumbá e na cidade de Imperatriz, no Maranhão, a Operação Hipócrates, para desarticular organização criminosa voltada à lavagem de capitais e evasão de divisas. Segundo a PF, o esquema criminoso movimentou, em quatro anos, na região de fronteira mais de R$ 90 milhões.

O Diário Corumbaense apurou que em Corumbá, foram presas duas pessoas, um homem de 39 anos e uma mulher de 27 anos. Há ainda um terceiro foragido, de 38 anos, que estaria na Bolívia, conforme as investigações. Já na cidade de Imperatriz, duas pessoas também foram presas.

O esquema

Durante as investigações, a Polícia Federal, com apoio da Receita Federal, identificou um grupo de pessoas que realizava diversos saques em agências bancárias de Corumbá e que, em seguida, levavam as quantias em espécie para a Bolívia.

No país vizinho, os investigados depositavam os valores em casas de câmbio das cidades de Puerto Quijarro e Puerto Suárez, chegando a movimentar mais de R$ 90 milhões. A operação descobriu que os investigados constituíram diversas empresas “de fachada”, com a finalidade de movimentar recursos provenientes de crimes diversos, como tráfico de drogas e peculato.

Trinta policiais federais foram mobilizados para o cumprimento de cinco mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão. Simultaneamente, foram realizados o sequestro de bens móveis e imóveis, o bloqueio de contas e a suspensão da atividade econômica das empresas constituídas pelos investigados. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da 3ª Vara Federal de Campo Grande/MS.

Os investigados devem responder pelos crimes de evasão de divisas (Art. 22, parágrafo único, da Lei nº 7.492/86), lavagem de capitais (Art. 1º, caput, da Lei nº 9.613/98) e organização criminosa (Art. 2º, caput, da Lei nº 12.850/13), cujas penas somadas, podem ultrapassar 20 anos de prisão.

A operação

A operação foi denominada “Hipócrates” em referência ao filósofo grego pai da medicina, uma vez que o envio de dinheiro para estudantes brasileiros de medicina na Bolívia era utilizado como justificativa para a remessa ilegal dos valores ao país vizinho.

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