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Líder de grupo terrorista é morto a tiros por militares paraguaios

Campo Grande News em 12 de Junho de 2020

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Antonio Bernal morreu em confronto com militares paraguaios

Apontado como um dos principais terroristas do Paraguai, Antonio Ramón Bernal Maíz, líder da ACA (Agrupação Campesina Armada), foi morto em confronto com militares da Força-Tarefa Conjunta na noite desta quinta-feira (11). O confronto ocorreu na região da colônia Loreto, no departamento (equivalente a estado) de Concepción, a 200 km de Pedro Juan Caballero.

Munições e até uma granada foram apreendidas no local. Segundo a Força-Tarefa Conjunta, grupo de elite formado por militares das forças armadas e policiais, Antonio reagiu à ordem de prisão, por isso foi morto a tiros. Outros membros da organização que estavam com o líder terrorista conseguiram escapar, alertados pelos latidos de um cachorro que farejou a presença dos militares no meio da mata.

Antonio Bernal tinha contra si pelo menos 13 mandados de prisão por série de crimes, como assassinato, organização terrorista e sequestro. Era apontado como autor dos sequestros de Arlan Fick e do pecuarista Félix Urbieta, além de extorquir fazendeiros da região.

O promotor antissequestro, Federico Delfino, disse que o terrorista também é acusado pela execução do casal de alemães Robert Natto e Erika Reiser, em fevereiro de 2015.

Antonio Bernal e o irmão, Bernardo “Coco” Bernal Maíz, morto em 2014, também mataram a própria tia, segundo a polícia paraguaia. Em setembro de 2012, os dois, encapuzados, invadiram a propriedade da tia e a executaram a tiros na frente dos filhos. Depois colocaram uma granada na boca da vítima, supostamente porque a mulher havia passado informações para a polícia sobre o grupo terrorista.

A Agrupação Campesina Armada é um dos grupos terroristas presentes na região norte do Paraguai, onde fica a fronteira com Mato Grosso do Sul. O outro é o EPP (Exército do Povo Paraguaio), ligado à ACA.

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