PUBLICIDADE

Sindicato alerta para aumento de fugas após retirada de PMs dos presídios

Campo Grande News em 30 de Setembro de 2019

Os agentes penitenciários de Mato Grosso do Sul têm vivido dias de insegurança com o aumento da possibilidade de fuga dos presos após a retirada de policiais militares das unidades. É o que denuncia o Sinsap (Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária de MS).

De acordo com o secretário de Justiça e Segurança Pública do Estado, Antônio Carlos Videira, a tendência é esta mesma: deixar os presídios exclusivamente nas mãos dos agentes.

Em nota divulgada à imprensa, o representante do Sinsap comentou sobre as fugas e tentativas registradas nos últimos dois meses nas cidades de Dourados, Corumbá e Campo Grande. “A preocupação é que a vulnerabilidade dos presídios do Estado e a insegurança, colocando agentes penitenciários e a sociedade em risco, aumente”.

O presidente do Sinsap, André Santiago disse à reportagem que assumir o controle total dos presídios é uma reivindicação da categoria. O problema, segundo ele, é a qualificação dos profissionais. É que nem todos os agentes penitenciários estão autorizados a usar armas funcionais. Por esse motivo a presença de policiais militares nas unidades dá uma sensação maior de segurança.

“Onde a sociedade acha que tem segurança não existe. Não tem uma arma lá. Se o preso fugir não posso dar tiro nem para assustar. Tenho que rezar para que o preso não esteja armado”, declarou Santiago, afirmando que a situação mais crítica ocorre principalmente em Ponta Porã, Coxim, Rio Brilhante, Corumbá e em Campo Grande.

Atualmente são 33 agentes penitenciários aptos a usarem armas durante a atividade. Eles são ligados ao COPE (Comando de Operações Penitenciárias), grupo responsável pelas escoltas e segurança das muralhas. 

De acordo com Videira, a ideia “de fato é ir substituindo para o agente ir fazendo a missão dele. Quem prende não cuida, essa é a regra”. Ele explica que o objetivo do Estado é retirar a maioria dos PMs que trabalham em presídios até 2020, mas não detalha exatamente como será essa transição.

Ainda segundo o secretário, a nomeação dos 200 novos agentes feita este mês deve ajudar a reduzir o déficit de servidores nos presídios. Ele nega que esteja ocorrendo um “abandono” dos presídios por parte da PM e afirma que quando os militares não estão nas muralhas é porque estão atendendo situações mais graves até do lado de fora.

PUBLICIDADE