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Dourados: suspeitos confessam que casal foi morto em "queima de arquivo"

Campo Grande News em 08 de Junho de 2019

Divulgação

Suspeitos confessaram crime após serem presos por lideranças e entregues à Polícia Civil

Os dois presos sob suspeita do assassinato de um casal na aldeia Bororó, em Dourados – a 223 km de Campo Grande – confessaram os crimes, que seriam motivados por uma “queima de arquivo”, já que uma das vítimas teria testemunhado um assassinato no início do mês. Rosilene Rosa Pedro, 34, e Osvaldo Ferreira, 38, foram mortos a golpes de faca e pauladas. A mulher também foi estuprada. Os corpos foram encontrados pelo filho de 9 anos do casal.

Gelson de Oliveira Areulo, 38, que também admitiu a outra morte, e Geovane da Silva Vasques, 18, foram presos por lideranças indígenas da reserva. Conforme o delegado Rodolfo Daltro, do SIG (Serviço de Investigações Gerais), ambos os suspeitos confessaram o crime na manhã deste sábado (08), horas depois de serem levados para a 1ª Delegacia de Polícia Civil.

“Eles também confessaram que um corpo encontrado na aldeia no dia 03 foi o Gelson quem matou”, disse o policial. Segundo ele, Osvaldo teria testemunhado o crime. A morte do casal teria, assim, sido premeditada, “para o Osvaldo não falar para os demais que ele era o autor”.

Em interrogatório, eles confessaram terem matado Osvaldo e Rosilene, que ainda foi amarrada e estuprada. A mulher foi morta com pelo menos quatro golpes de faca e teve o rosto desfigurado, possivelmente pelo ataque de um cachorro. O homem foi assassinado a pauladas.

Os corpos foram encontrados pelo filho do casal que, em meio à confusão, escondeu-se na copa de uma árvore. Depois de ver os corpos, ele fugiu para a Escola Municipal Indígena Agustinho, onde relatou os fatos e foi atendido em estado de choque.

As prisões pela manhã foram feitas por líderes indígenas, que iniciaram buscas pelos assassinos e acionaram a Polícia Civil. Gelson e Geovane foram entregues às autoridades e, em depoimentos, confessaram os crimes.

Achado de cadáver

Gelson confessou o assassinato de um homem identificado como Felismar Benites Ortiz, 28, cujo corpo foi encontrado em 03 de junho em um lago nos fundos de uma chácara vizinha à aldeia Jaguapiru. Como não havia sangue na região, suspeita-se que a vítima foi morta em outro local e jogada ali, ou foi perseguida e espancada dentro do espelho d’água.

O corpo de Felismar tinha vários golpes no rosto e cabeça, possivelmente a pauladas. Ele havia sido visto em um bar conhecido por vender bebidas a indígenas no dia 1º. Ele também frequentaria o lago com frequência. Inicialmente, a suspeita era de que a vítima foi morta após briga em uma festa na mesma região.

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