Santo Antônio abre calendário de comemorações a santos juninos

Lívia Gaertner em 09 de Junho de 2018

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Carreata celebrou Santo Antônio, um dos mais populares da Igreja Católica no Brasil

Um dos santos católicos mais populares no Brasil, Santo Antônio é o primeiro dos santos a ser comemorado dentro do calendário junino. Em Corumbá e Ladário muitos devotos se preparam desde o início do mês para as festividades cujo ponto alto acontecerá na quarta-feira, 13 de junho.

Com quase 40 anos de existência, a capela localizada no bairro ladarense com o mesmo nome do santo, é uma das mais antigas da região e possui uma das comunidades mais fervorosas.

A fé no santo é renovada de geração em geração, a exemplo do jovem Alexander Ramão Orichuela, 17 anos, responsável por idealizar há 3 anos a carreata que percorre várias comunidades católicas com a imagem do santo.

“Santo Antônio entregava pão aos pobres e como ganhamos essa imagem do padre Celso pensei em passarmos pelas comunidades levando o pão e a palavra do santo como ele fazia antigamente”, contou ao Diário Corumbaense sobre a gênese do momento que se repetiu por mais um ano neste sábado, 09 de junho.

O jovem conta que herdou a fé em Santo Antônio da avó e da mãe. Ele lembra que, apesar de bastante popular a fama de casamenteiro, o santo é poderoso em várias circunstâncias. “Eu tive um problema sério de saúde na parte digestiva e pedi com fé a ele. Hoje, estou curado, basta ter fé, dobrar os joelhos diante dele, que o pedido é atendido”, comentou Alexander.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Cornélia conta que generosidade é uma das características do santo que mais ela admira

Coordenadora da capela de Santo Antônio, em Ladário, Cornélia de Tomichá Melo, também é uma devota que herdou a fé como presente de família. Para ela, dentro de tantas características atribuídas a Santo Antônio, uma a toca profundamente.

“Ele é o santo que incorpora várias causas e uma das que mais admiro é a generosidade, é o compartilhar. Aqui, somos muito assim, de dividir, de nos fortalecermos nessa fraternidade”,  comentou.

Vem daí também uma das simbologias atribuídas ao santo católico, que é a distribuição do Pão de Santo Antônio, como símbolo de proteção e fartura como explica Cornélia. “Ele sempre repartia os pães. Tem pessoas que comem para se sentir abençoados, eu particularmente guardo o pão junto ao arroz para que nunca falte comida em casa”, ensinou.

E sobre a fama de casamenteiro, também há prova viva como o soldado da Polícia Militar Ambiental, Ariovaldo Rodrigues, que ano passado recebeu o aviso ainda meio incrédulo por parte de uma devota, como contou a este Diário.

A moça passou e falou que como tinha participado da carreata, ia casar naquele ano. Tinha namorada, mas não tinha nada acertado de casamento, que acabou acontecendo dia 30 de novembro. O que a moça falou, se concretizou”, disse o soldado que, hoje, retornou à carreata, dessa vez, devoto do santo para quem pediu proteção a sua recente família.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Soldado Ariovaldo disse que participou de carreata ano passado e acabou casando em novembro

A carreata seguiu pelas ruas de Ladário e também para a região do Lampião Aceso, na BR-262, onde a  comunidade de São João Batista aguardava a passagem da imagem em tamanho real, medindo pouco mais de 1,60 metro e que foi doada pelo pároco Celso Ricardo à comunidade.  

O Santo

Nasceu em Lisboa, no ano de 1195, e morreu nas vizinhanças da cidade de Pádua, na Itália, em 1231, por isso é conhecido como Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua. O nome de batismo dele era Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo.

Ainda jovem pertenceu à Ordem dos Cônegos Regulares, tanto que pôde estudar Filosofia e Teologia, em Coimbra, até ser ordenado sacerdote. Não encontrou dificuldade nos estudos, porque era de inteligência e memória formidáveis, acompanhadas por grande zelo apostólico e santidade. Aconteceu que em Portugal, onde estava, Antônio conheceu a família dos Franciscanos, que não só o encantou pelo testemunho dos mártires em Marrocos, como também o arrastou para a vida itinerante na santa pobreza, uma vez que também queria testemunhar Jesus com todas as forças.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Jovem Alexander (à esquerda) é idealizador da carreata que já acontece há 3 anos

Ao ir para Marrocos, Antônio ficou tão doente que teve de voltar, mas providencialmente foi ao encontro do “Pobre de Assis”, o qual lhe autorizou a ensinar aos frades as ciências que não atrapalhassem os irmãos de viverem o Santo Evangelho. Neste sentido, Santo Antônio não fez muito, pois seu maior destaque foi na vivência e pregação do Evangelho, o que era confirmado por muitos milagres, além de auxiliar no combate à Seita dos Cátaros e Albigenses, os quais isoladamente viviam uma falsa doutrina e pobreza. Santo Antônio serviu sua família franciscana através da ocupação de altos cargos de serviço na Ordem, isto até morrer com 36 anos para esta vida e entrar para a Vida Eterna. Com informações do site Canção Nova.

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