Agentes penitenciários de MS participam de treinamento de elite

Portal de Notícias do Governo de MS em 26 de Janeiro de 2018

Servidores penitenciários de Mato Grosso do Sul iniciaram, na quinta-feira (25), o curso de Intervenção Tática Prisional e Sobrevivência Administrativa. Agentes de outros estados e do Paraguai também participam da qualificação, que conta com o apoio logístico da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), por meio da Escola Penitenciária (Espen).

Tatyane Santinoni

Curso vai até domingo

Custeada e articulada pelos próprios agentes, a capacitação terá carga horária total de 39 horas e está sendo ministrada pela Team Six Brazil, que é uma empresa de São Paulo e há sete anos oferece cursos na área de segurança, estando pela primeira vez no Estado. As aulas serão divididas em teóricas e práticas e ocorrerão até domingo (28).

Para proporcionar um curso de alto nível de técnica e excelência, serão disponibilizados mais de 400 kg de equipamentos. Segundo o presidente da Team Six Brazil, Basílio Machado de Souza, entre eles terão armamentos simulacros, que se assemelham a uma arma real. “A novidade é o módulo de Sobrevivência Administrativa, em que o aluno vai ter conhecimento das questões burocráticas de procedimentos administrativos que ele tem que tomar, para cumprir a missão dele e dar o respaldo necessário para a instituição”, destaca.

Já o módulo de Intervenção Tática Prisional, informa o presidente, abordará a simulação de invasão em um presídio rebelado; além de abordagens e imobilizações prisionais, para demonstrar como conter um preso com segurança, respeitando as normativas dos Direitos Humanos.

O bicampeão mundial de Jiu-jítsu, Marco Antônio Dib, é um dos instrutores do curso. Agente penitenciário em São Paulo há 22 anos, ele conta que desenvolveu o módulo inovador. “O objetivo é proporcionar uma mudança de mentalidade dos profissionais que atuam no sistema prisional, focando no uso desnecessário de equipamentos, mesmo porque o Estado prima pela contenção de gastos e isso é realidade em todo o país”, declara. “Com esse novo olhar dos servidores, além de trazer economia, também evita inúmeros problemas causados pela falta de preparação adequada dos agentes”, complementa.

Para a agente Maísa Rosa Rocha, buscar crescimento profissional é uma necessidade constante. “Já realizei seis cursos na área, inclusive em Minas Gerais e no Paraná, busco sempre novos treinamentos para realizar as intervenções de forma correta. Todos os ensinamentos têm aperfeiçoado muito meu trabalho”, afirma.

Atuando na Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande, o agente Dirceu Belmar Monis revela que também está com muita expectativa com relação ao curso. “Pretendo melhorar o uso de equipamentos como escudo, tonfa, além das técnicas de autodefesa. Espero que nos aprimore e o que já sabemos fazer”,  ressalta.

O agente penitenciário paraguaio Fabio Benitez atravessou a fronteira para buscar conhecimento no Brasil. Trabalhando há mais de 20 anos no sistema penitenciário de Pedro Juan Caballero, ele afirma que se inscreveu no curso para saber mais sobre a realidade de um sistema diferente do dele. “Observo que são problemáticas totalmente divergentes, mas é uma oportunidade para um intercâmbio de ideias e culturas, podendo aprimorar meu trabalho”, acredita.

Para o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, esse tipo de iniciativa contribui para aperfeiçoar os serviços prestados dentro das unidades penais. “Nossa instituição está crescendo e buscamos sempre incentivar a qualificação dos servidores, por isso parabenizo os profissionais que estão buscando com recursos próprios o aprimoramento das atividades; isso demonstra muito compromisso com a instituição”, agradeceu o dirigente.

A abertura do curso contou com a presença do coordenador de políticas penitenciárias da Sejusp, Rafael Ribeiro; do presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MS, Christopher Scapinelli; e do presidente do Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária (Sinsap/MS), André Luiz Santiago; além de chefias da Agepen e diretores de unidades prisionais do estado.

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