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O peso do fator rejeição dos candidatos

Coluna Ampla Visão, com Manoel Afonso em 22 de Dezembro de 2017

BOBAGEM   Trocar a embalagem sem alterar conteúdo? Ora! Partido não é sabonete. Adianta em quê o PMDB mudar para MDB? Porque não instalar o processo  ético contra filiados presos ou envolvidos  em corrupção como o deputado Geddel Vieira, ex-deputado Henrique Alves, ex-governador Sergio Cabral ( RJ) e outros?  O fato remete-nos a piada do marido traído que opta por trocar o sofá em vez do divórcio.

NO EPISÓDIO  da expulsão da senadora Kátia Abreu (TO),  lideranças  do PMDB criticaram a postura dela. O ‘engraçado’, não tem havido manifestações críticas da direção e membros do PMDB contra esses personagens citados acima, estigmatizados pela opinião pública nacional. Conveniência ou conivência ? Acho que são ambas.

‘BIQUINHOS’  Os políticos não mudam. Vaidosos e sem senso de autocrítica.  Da mídia só esperam  elogios – merecidos ou imerecidos. Observações ou críticas nem pensar!  Esquecem, o mandato é temporário, o poder é efêmero. Deviam olhar para ex-poderosos  hoje integrantes da constelação sem brilho dos anônimos esquecidos.

ALELUIA!  Basta de  desrespeito também nas escolas estaduais. Esse quadro de violência e  medo  será contido  a partir de 2018 com a aprovação  da lei que dispõe sobre a prevenção e combate – de autoria do deputado Lídio Lopes ( PEN) aprovada após dois anos de discussão na Assembleia Legislativa.  Os críticos a lei  deveriam levar esses marmanjos desordeiros para suas casas. De leve...

A SUGESTÃO  Conta-me um amigo de Amambai que  o juiz Odilon de Oliveira (PDT) numa  caminhada  pelas ruas daquela cidade, foi abordado por um cidadão que sugeriu: “Com tantos políticos usando tornozeleira eletrônica, a fotografia dos candidatos na urna eletrônica deveria ser de corpo inteiro para conferir se ele é ou não decente.”  

BALANÇO  Os números da Câmara Municipal da nossa capital impressionam neste 2017. Anote:  apresentadas 40 mil proposituras, com a média de quase 1.380 para cada vereador. Só do Executivo foram 70 projetos apreciados em plenário.  Foram 77 sessões e inúmeras ações em vários locais da cidade. Um ano de muito entusiasmo..  

REJEIÇÃO   Pode não decidir, mas ajuda a aferir o conceito e potencial dos candidatos nas pesquisas. Sim, não se confunde rejeição com ódio, mas é um sentimento difícil de ser alterado ao longo da campanha. Dizem, o eleitor pode até esquecer em quem votou, mas jamais esquece o motivo que o levou a não votar em determinado candidato.

E MAIS...  Há quem sustente: é mais fácil cair no agrado do eleitor do que livrar-se de estigma da rejeição. É chula a expressão, mas cabe neste espaço: não é difícil ouvirmos: “eu voto num cachorro – mas jamais voto no fulano de tal”.  Na manifestação pela preferência,  aproveita-se para enfatizar a ojeriza contra sicrano candidato.

CAUSAS  Essa manifestação de preconceito pode estar nas propostas do candidato,  na sua imagem equivocada ou desgastada, pelos companheiros/aliados e inclusive pela  agremiação partidária que o abriga. E não se pode esquecer: a discordância é própria do fundamento que rege a política - por pior, ou melhor, que seja aos olhos do eleitor.

REVERSÃO  É possível ao longo do processo eleitoral dependendo da postura do candidato rejeitado e de fatos envolvendo os concorrentes. Se a rejeição decorrer pelo fato de não ser conhecido do eleitorado terá maiores chances de reverter. Mas se tratar de candidato com experiência política,  conhecido do eleitor, as chances diminuem.

DOIS TURNOS  Neste tipo de eleição há uma variante interessante até para o eleitor que se lembrou inclusive do cachorro como opção. A rejeição que parecia irreversível no 1º turno – tipo absoluta – pode se transformar numa alternativa menos ruim com objetivo de derrotar outro nome. Portanto, rejeição em 2 turnos é pra se pensar.

REJEIÇÃO  Também  no MS ela não pode  ser ignorada por se tratar de uma predisposição negativa  do eleitor.  Mas na última pesquisa do IPEMS – para o Governo do Estado – não foram publicados  os números  da rejeição dos candidatos . Muito estranho.  O foco da pesquisa  ficou circunscrito ao nível de aceitação dos postulantes.

PORTANTO   vamos nos basear nos números do trabalho da ‘Ranking Pesquisas’ divulgados na penúltima coluna  para falar da rejeição estadual. A baixa rejeição (1,43%) de Odilon de Oliveira ( PDT) aliada a sua liderança na aceitação espontânea com 41,70%  contra 25,26% ( rejeição de 29,13%) de André Puccinelli (PMDB) e 21,73%  (rejeição de 17,63%) de Reinaldo Azambuja (PSDB) forma hoje a situação de favoritismo.

2º TURNO  Já alertei sobre a particularidade do pleito em 2 turnos e no caso local com eventual união entre o PMDB/PSDB se o candidato do PDT for o adversário. Mas tem algo mais: se Lula (PT) viabilizar sua candidatura e o PDT fechar questão em apoiá-lo – como ficaria o candidato Odilon? Sairia desgastado ou fortalecido ao pedir votos para o candidato petista, que hoje perde para  Bolsonaro ( Patriota) nas pesquisas em MS?

CAFÉ AMIGO  com Pedro Garavina – presidente da Assomassul.  Idealista mas com pés no chão aguarda a liberação dos R$ 29 milhões para os 79 municípios. Reclama dos reflexos nos repasses pela queda do IR, FPM e IPI. Lembra: “ O Governo cria programas sociais em convênio com as cidades, mas não indica as fontes da receita. Aí sobra para as prefeituras.”

MUITO BOM!  Os anos como educador e empresário decisivos na atuação do senador Pedro Chaves (PSC). Atuou em 11 comissões e na relatoria da Lei do Ensino Médio foi impecável, agora será o relator na Reforma do Código Comercial. Liberou recursos para 38 cidades e  a capital,  interferiu na licitação da Usina de Fertilizantes de Três Lagoas. Não é por acaso  que é candidato ao Senado que mais cresceu nas pesquisas. Sinal verde.

LAMENTÁVEL  Para os advogados é hora de soltar foguetes e comemorar as últimas decisões do ministro Gilmar Mendes (STF). Mas para o brasileiro, sedento por justiça e  ver os políticos corruptos na cadeia, é grande a decepção. Como dizia o ex-ministro Delfin Neto:  a nossa Constituição, as nossas leis, foram feitas como se estivéssemos na Bélgica, mas vivemos numa espécie de Índia.

BARBOSINHA  Ganha muito a Assembleia Legislativa com a volta do deputado do PSB. Preparado, atento e excelente nos debates, deixou um vazio com sua ida para a Sejusp. Quanto a seu desacordo com a cúpula do PSB pela retaliação contra a deputada  Tereza Cristina ( hoje no DEM) pode até acabar em consequências graves como sua saída junto com o Carlão, vereador de Campo Grande. Mas nada decidido ainda.

PODE?  O ministro Gilmar Mendes (STF)  mandou libertar a poderosa mulher do ex-governador carioca Sergio Cabral (PMDB)  porque ela tem um filho de 12 anos de idade e que essa convivência não pode ser quebrada. Muito bem! E como fica a situação de  outras mulheres mães e que estão presas por terem cometido pequenos delitos?

MANOEL DE BARROS:  “Que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balanças, nem com barômetros etc. Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa  produza em nós”.

Feliz Natal e próspero 2018 a todos os nossos leitores!