Corumbaense já tem técnico, mas situação de estádio continua indefinida

Da Redação em 16 de Novembro de 2017

Douglas Ricardo foi confirmado como técnico do Corumbaense para a temporada de 2018 quando o time, pela primeira vez em sua história, vai lançar voos mais altos e disputar competições nacionais, em especial a Copa do Brasil. Nos próximos dias, a diretoria deve anunciar a formação da equipe e os atletas contratados para defender o alvinegro corumbaense já para o Campeonato Estadual, que inicia em janeiro.

Mas preocupa

A questão do Estádio Arthur Marinho ainda não foi resolvida e o Carijó não tem estádio para jogar. O convênio entre Prefeitura e LEC (dona da praça esportiva) termina em dezembro e depois disso não poderá, por força de lei, ser renovado. Desta forma, o poder público não terá como fazer as adequações exigidas pela CBF caso o estádio não sejado doado ao Município e, com isso, o time de Corumbá pode ter que procurar um estádio em outra cidade para sediar os jogos das competições nacionais. 

Intrigas de corumbaenses

Essas intrigas entre a própria gente corumbaense já prejudicaram muito a cidade que perdeu sempre. Reclama-se que levam tudo o que é daqui, mas na verdade, o próprio povo entrega tudo o que é de Corumbá, de mão beijada. Isso pode acontecer novamente agora, o time da cidade, o campeão poderá ter que jogar em um estádio, talvez da Capital e ser chamado pela imprensa nacional de o Corumbaense de Campo Grande. 

Culpa de quem?

Dos campo-grandenses é que não é. Eles nada estão fazendo para levar o time para lá, pelo contrário, torcem para que os seus próprios times vençam. “Mas, se tem um campeão aí pra disputar o nacional por nós, manda que a gente adota”, já devem estar dizendo, prontos para receber o Carijó da Avenida e batizá-lo de Carijó da Avenida Afonso Pena.

Falta de que?

Falta de discernimento, de querer realmente lutar pelo que é de Corumbá, pelo que pode engrandecer a terra. Falta de largar as picuinhas de lado, de impedir que a política faça ninhos de cobras e de agarrar com unhas e dentes o que pode ser benéfico, passando por cima de qualquer sentimentalismo ou orgulho.

Corumbá é assim

Sempre foi e, ao que parece, infelizmente, sempre será. Os grupos se formam sob a justificativa de que é para ajudar no melhoramento da cidade, mas sempre acabam é prejudicando. Aqui têm muitas brigas, discórdias e, ninguém nunca está disposto a ceder pelo bem de todos, pelo contrário, sempre tem gente disposta a fazer alguma coisa para atrapalhar. 

No futebol como na política

É por isso que a cidade não tem um deputado em Campo Grande, não tem um deputado em Brasília. Votos têm para isso, ou até para ter dois na Assembleia Legislativa e um na Câmara Federal. Mas começa pelos grupos políticos que sempre lançam candidatos para atrapalhar e não para se eleger. Isso é uma vergonha para a cidade que precisa progredir e não ficar estagnada nos conceitos retrógrados de pessoas inconsistentes e inconscientes.

(*) Detalhe é uma coluna de opinião do Diário Corumbaense que aborda os mais variados assuntos.