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Encontro em Corumbá reúne lideranças femininas dos cinco biomas brasileiros

Da Redação em 13 de Setembro de 2026

Divulgação

Eliane, pescadora e artesã da Comunidade da Barra do São Lourenço

Mulheres dos cinco biomas brasileiros - Cerrado, Caatinga, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa - se reúnem em Corumbá, nos dias 17 e 18 de setembro, para o Encontro Mulheres Interbiomas 2026. A programação reúne quilombolas, indígenas, agricultoras familiares e representantes de organizações que atuam na conservação ambiental e no fortalecimento das comunidades.

Realizado pela Cáritas Alemanha, em parceria com a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), a Rede Cerrado e a Rede Ecovida de Agroecologia, o encontro integra o projeto Redes pela Conservação. No Pantanal, a iniciativa é executada pela Ecoa – Ecologia e Ação, que também apoia a realização da atividade.

O encontro tem como foco o fortalecimento das cadeias produtivas da sociobiodiversidade e o apoio a negócios liderados por mulheres. Também pretende ampliar o reconhecimento da atuação feminina na conservação da natureza, no uso sustentável dos recursos naturais e no enfrentamento às mudanças climáticas.

Ao longo dos dois dias, lideranças femininas indicadas pelas três redes que integram o projeto participam das discussões, juntamente com representantes das organizações e da Cáritas Alemanha. O objetivo é construir diretrizes para o trabalho de justiça de gênero do Redes pela Conservação até 2031.

Para Nathalia Ziolkowski, diretora-presidenta da Ecoa, a experiência das mulheres ribeirinhas e artesãs do aguapé, no Pantanal, evidencia a importância de reconhecer o papel das comunidades nas políticas de conservação. “Mostra que a conservação não acontece separada da vida das comunidades”, afirma Nathalia.

Ainda de acordo com ela, o reconhecimento dessas mulheres precisa ir além da condição de beneficiárias de projetos. “É importante que as mulheres sejam entendidas não só como beneficiárias das ações, mas como produtoras de conhecimento, lideranças, tomadoras de decisão e protagonistas da conservação em seus territórios”, destaca.

Representando o Pantanal no encontro está Leonida Aires, conhecida como Eliane, pescadora e artesã da Comunidade da Barra do São Lourenço. Ela preside a Associação de Mulheres Artesãs da Comunidade da Barra do São Lourenço (Renascer) e integra a Rede de Mulheres Produtoras do Cerrado e Pantanal (CerraPan).

Eliane levará para a programação a experiência das mulheres que transformam os recursos naturais e os conhecimentos do território em alternativas de geração de renda, contribuindo ao mesmo tempo para a conservação do Pantanal e a preservação dos saberes tradicionais ribeirinhos.

No segundo dia do encontro, as atividades serão realizadas na Área de Proteção Ambiental (APA) Baía Negra, em Ladário, município vizinho a Corumbá. Criada em 2010, é a primeira e única unidade de conservação de uso sustentável do Pantanal sul-mato-grossense. No local, mulheres organizadas em associação desenvolvem atividades como produção de doces, artesanato e turismo de base comunitária.

O encontro integra as ações do projeto Redes pela Conservação, que apoia a implementação dos Planos de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCDs) nos cinco biomas brasileiros. A iniciativa também contribui para as metas nacionais de redução das emissões de gases de efeito estufa e de desmatamento zero até 2030.

Com informações da assessoria de imprensa da Ecoa.

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