Da Redação em 09 de Setembro de 2026
Criado em 2021, o projeto de extensão tem como objetivo aproximar meninas da ciência e estimular o interesse por carreiras nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). A iniciativa é voltada a estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental de escolas públicas e particulares de Corumbá e Ladário.
Entre as propostas do programa estão a redução das desigualdades e o enfrentamento dos estereótipos de gênero que, desde a educação básica, podem afastar meninas das carreiras científicas. Para isso, são realizadas oficinas práticas em laboratórios, palestras, rodas de conversa e atividades voltadas à igualdade de gênero.
As ações são conduzidas por professoras, técnicas e estudantes da UFMS, além de pesquisadoras parceiras, como as profissionais da Embrapa Pantanal.
Após a abertura do evento, realizada pela coordenadora do Meninas Cientistas do Pantanal, professora Mayna da Silveira Gomide, a pesquisadora da Embrapa Pantanal Adriana Spinoza participou da mesa-redonda “Meninas e Mulheres Corumbaenses na Ciência”.
Convidada para representar uma cientista corumbaense, Adriana buscou estabelecer uma conexão com as participantes a partir de suas próprias experiências.
“Procurei fazer uma reflexão sobre como eu era na idade delas, do que gostava e do que sonhava ser quando crescesse, com o intuito de construir conexão e representatividade”, relatou.
Durante sua participação, a pesquisadora também apresentou, de forma didática, as principais etapas do processo científico, desde a observação do ambiente e identificação de um problema até a elaboração de perguntas e a busca por respostas por meio da pesquisa.
A apresentação teve como foco a profissão de bióloga, abordando as atividades desenvolvidas em campo e em laboratório e mostrando como a carreira científica possibilitou à pesquisadora vivenciar diferentes experiências e conhecer pessoas ao longo de sua trajetória.
Para Adriana, iniciativas como o projeto são importantes para o futuro da região.
“O evento é de suma importância para o futuro da nossa região, pois planta uma semente em potenciais cientistas que, daqui a algumas gerações, contribuirão diretamente para a conservação do nosso Pantanal”, afirmou.
Território, mudanças climáticas e tecnologia
As pesquisadoras da Embrapa Pantanal Aiesca Pellegrin e Raquel Juliano também participaram das atividades. Elas ministraram, ao lado da professora do curso de Geografia da UFMS Janaína Moreira Lopes, a oficina “Conhecendo meu lugar no Pantanal”.
A atividade utilizou recursos de cartografia social, incluindo uma imagem de satélite de 5 metros por 4 metros e ferramentas digitais, como o Google Earth. As participantes puderam observar e refletir sobre o território pantaneiro e, a partir das atividades propostas, construir um mapa do Pantanal corumbaense.
Segundo Aiesca Pellegrin, iniciativas de incentivo à participação de meninas na ciência estão diretamente relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente aos ODS 5, que trata da igualdade de gênero; ODS 4, relacionado à educação de qualidade; e ODS 10, que aborda a redução das desigualdades.
“A participação da Embrapa Pantanal é de grande relevância, pois, além de contribuir para o cumprimento do seu papel dentro da comunidade, incentiva também as meninas na busca de carreiras científicas”, destacou.
Durante a oficina, foram apresentadas noções de cartografia social, com ênfase na importância de cada cidadão conhecer e cuidar do território onde vive. As estudantes também tiveram contato com conceitos relacionados às mudanças climáticas, ao uso do Google Earth e à importância da arborização urbana.
A pesquisadora explicou ainda que a arborização das cidades pode contribuir tanto para a adaptação às mudanças climáticas quanto para a promoção da saúde da população.
A participação das pesquisadoras da Embrapa Pantanal reforça a importância da aproximação entre instituições de pesquisa, universidade e comunidade para despertar, ainda na educação básica, o interesse das meninas pela ciência e ampliar a presença feminina nas carreiras científicas.
As atividades continuam durante todo o mês de setembro. Para conhecer a programação completa, acesse: https://meninascientistasdopantanal.ufms.br/programacao-2026/.
Com informações da assessoria de comunicação da Embrapa Pantanal.
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