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Pesquisadoras da Embrapa Pantanal incentivam meninas de Corumbá a seguirem na ciência

Da Redação em 09 de Setembro de 2026

Divulgação/Embrapa Pantanal

Oficina Conhecendo meu lugar no Pantanal

Três pesquisadoras da Embrapa Pantanal participaram, no dia 29 de agosto da 5ª edição do projeto Meninas Cientistas do Pantanal, realizado no Anfiteatro Salomão Baruki, em Corumbá. A iniciativa é coordenada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), por meio do Campus do Pantanal (CPAN), e conta com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Criado em 2021, o projeto de extensão tem como objetivo aproximar meninas da ciência e estimular o interesse por carreiras nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). A iniciativa é voltada a estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental de escolas públicas e particulares de Corumbá e Ladário.

Entre as propostas do programa estão a redução das desigualdades e o enfrentamento dos estereótipos de gênero que, desde a educação básica, podem afastar meninas das carreiras científicas. Para isso, são realizadas oficinas práticas em laboratórios, palestras, rodas de conversa e atividades voltadas à igualdade de gênero.

As ações são conduzidas por professoras, técnicas e estudantes da UFMS, além de pesquisadoras parceiras, como as profissionais da Embrapa Pantanal.

Após a abertura do evento, realizada pela coordenadora do Meninas Cientistas do Pantanal, professora Mayna da Silveira Gomide, a pesquisadora da Embrapa Pantanal Adriana Spinoza participou da mesa-redonda “Meninas e Mulheres Corumbaenses na Ciência”.

Convidada para representar uma cientista corumbaense, Adriana buscou estabelecer uma conexão com as participantes a partir de suas próprias experiências.

“Procurei fazer uma reflexão sobre como eu era na idade delas, do que gostava e do que sonhava ser quando crescesse, com o intuito de construir conexão e representatividade”, relatou.

Durante sua participação, a pesquisadora também apresentou, de forma didática, as principais etapas do processo científico, desde a observação do ambiente e identificação de um problema até a elaboração de perguntas e a busca por respostas por meio da pesquisa.

A apresentação teve como foco a profissão de bióloga, abordando as atividades desenvolvidas em campo e em laboratório e mostrando como a carreira científica possibilitou à pesquisadora vivenciar diferentes experiências e conhecer pessoas ao longo de sua trajetória.

Para Adriana, iniciativas como o projeto são importantes para o futuro da região.

“O evento é de suma importância para o futuro da nossa região, pois planta uma semente em potenciais cientistas que, daqui a algumas gerações, contribuirão diretamente para a conservação do nosso Pantanal”, afirmou.

Território, mudanças climáticas e tecnologia

As pesquisadoras da Embrapa Pantanal Aiesca Pellegrin e Raquel Juliano também participaram das atividades. Elas ministraram, ao lado da professora do curso de Geografia da UFMS Janaína Moreira Lopes, a oficina “Conhecendo meu lugar no Pantanal”.

A atividade utilizou recursos de cartografia social, incluindo uma imagem de satélite de 5 metros por 4 metros e ferramentas digitais, como o Google Earth. As participantes puderam observar e refletir sobre o território pantaneiro e, a partir das atividades propostas, construir um mapa do Pantanal corumbaense.

Segundo Aiesca Pellegrin, iniciativas de incentivo à participação de meninas na ciência estão diretamente relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente aos ODS 5, que trata da igualdade de gênero; ODS 4, relacionado à educação de qualidade; e ODS 10, que aborda a redução das desigualdades.

“A participação da Embrapa Pantanal é de grande relevância, pois, além de contribuir para o cumprimento do seu papel dentro da comunidade, incentiva também as meninas na busca de carreiras científicas”, destacou.

Durante a oficina, foram apresentadas noções de cartografia social, com ênfase na importância de cada cidadão conhecer e cuidar do território onde vive. As estudantes também tiveram contato com conceitos relacionados às mudanças climáticas, ao uso do Google Earth e à importância da arborização urbana.

A pesquisadora explicou ainda que a arborização das cidades pode contribuir tanto para a adaptação às mudanças climáticas quanto para a promoção da saúde da população.

A participação das pesquisadoras da Embrapa Pantanal reforça a importância da aproximação entre instituições de pesquisa, universidade e comunidade para despertar, ainda na educação básica, o interesse das meninas pela ciência e ampliar a presença feminina nas carreiras científicas.

As atividades continuam durante todo o mês de setembro. Para conhecer a programação completa, acesse: https://meninascientistasdopantanal.ufms.br/programacao-2026/.

Com informações da assessoria de comunicação da Embrapa Pantanal. 

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