Campo Grande News em 05 de Setembro de 2026
Osmar Veiga/CG News

Estrutura de concreto e aço desabada em obra de hipermercado no Aero Rancho
Sidiclei explicou que ainda não é possível apontar a causa do colapso. Segundo ele, em acidentes envolvendo estruturas pré-fabricadas, as falhas podem ocorrer tanto no dimensionamento e projeto quanto durante a execução e montagem das peças.
A etapa de montagem, conforme o conselheiro, é considerada a mais crítica porque a estrutura ainda não está completamente travada e estabilizada. Ele comparou o processo à montagem de um lego, em que cada elemento precisa ser corretamente posicionado e escorado até que o conjunto esteja concluído.
Uma das possibilidades analisadas é que parte da estrutura ainda não tivesse sido completamente fixada ou travada quando ocorreu uma perda de estabilidade, provocando o colapso em sequência. Outra hipótese é uma eventual falha de projeto, que só poderá ser confirmada ou descartada após a perícia.
Formagini ressaltou, porém, que qualquer conclusão neste momento seria precipitada. “A gente pode partir para algumas possibilidades, pode ser o processo de montagem, pode ser uma falha de projeto e isso é a perícia que vai apontar”, afirmou.
Regular
Além da análise da estrutura, o Crea-MS informou que a fiscalização verificou inicialmente a documentação da obra. Segundo o conselho, a empresa responsável está registrada, possui profissional habilitado como responsável técnico e, até o momento, as informações levantadas indicam que a obra estava regular.
A fiscalização ainda deverá reunir outros documentos, que serão encaminhados à Câmara de Engenharia Civil do conselho para análise do caso.
O desabamento ocorreu por volta das 14h de sexta-feira (4), na Avenida Vereador Thirson de Almeida, no Aero Rancho. Dois trabalhadores identificados como Willian Douglas Souza Cabral, de 39 anos, e Joel Oliveira da Silva, de 41, morreram na hora após caírem de altura elevada. Outros dois ficaram feridos e foram levados para a Santa Casa de Campo Grande.
Hoje, a perícia da Polícia Científica também retornou ao local para continuar os levantamentos, agora com iluminação natural. O trabalho deverá ajudar a determinar o que provocou o colapso e se houve alguma falha no projeto ou na execução da obra.
Depois de duas horas no local, a equipe de perícia deixou a obra sem falar com a imprensa.
O grupo que comanda o supermercado Mister Júnior lamentou o acidente e informou que está acompanhando a situação das vítimas. “Desde o ocorrido, acompanha de perto a situação em relação às vítimas e aguarda a apuração dos fatos pelas autoridades”, informou a nota. O mercado também informou que a obra é realizada por uma empresa terceirizada.
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