Rosana Nunes em 01 de Setembro de 2026
Arquivo/Defesa Civil de Corumbá

Imagem de arquivo da ponte sobre o rio Paraguai, que tem extensão de 1.890 metros
O acidente ocorreu por volta das 13h40 de segunda-feira (31). A embarcação envolvida foi identificada e fazia parte de um comboio de barcaças que estava a serviço da mineradora Lhg. A empresa afirmou "estar empenhada na apuração dos fatos".
De acordo com a Agesul, a embarcação atingiu diretamente um dolphin, estrutura instalada no entorno dos pilares para protegê-los, e posteriormente resvalou no pilar da ponte. A estrutura de proteção teria amortecido grande parte do impacto, evitando danos mais graves.
Mesmo sem sinais aparentes de comprometimento estrutural, técnicos da empresa responsável pelas obras de recuperação da ponte, juntamente com a Marinha do Brasil, realizarão uma inspeção mais detalhada.
Tráfego normal
Ainda segundo a Agesul, os trabalhos de reforma da ponte seguem normalmente, assim como o tráfego de veículos, que permanece operando no sistema de pare e siga.
A ponte sobre o rio Paraguai passa por obras de recuperação, executadas pela Agesul, por meio de termo de cooperação técnica com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O investimento é superior a R$ 11,7 milhões.
Os serviços incluem a recuperação dos elementos estruturais, correção de falhas e reforço da ponte.
Inquéritos
A Capitania Fluvial do Pantanal instaurou um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para apurar as circunstâncias da colisão. O procedimento deverá esclarecer as possíveis causas do acidente e eventual responsabilidade dos envolvidos, conforme as Normas da Autoridade Marítima.
Durante a investigação, serão colhidos depoimentos, documentos e outras informações consideradas necessárias para o esclarecimento dos fatos. A CFPN ressaltou que, neste momento, não é possível antecipar conclusões sobre as causas do acidente ou atribuir responsabilidades.
A Marinha informou que acompanha a situação e adotará as medidas cabíveis para garantir a segurança da navegação e de quem trafega pela região.
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul também instaurou Inquérito Policial para apurar as circunstâncias da colisão. O caso foi inicialmente registrado pela 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá, após comunicação feita por um engenheiro que trabalha nas obras de recuperação da ponte.
Segundo nota da PC, o episódio poderá gerar apurações em diferentes esferas. Na área administrativa, a investigação ficará sob responsabilidade da Autoridade Marítima. Na esfera civil, poderão ser analisadas eventuais obrigações de reparação por danos provocados. Já na esfera criminal, a apuração será conduzida pela Polícia Civil, sem prejuízo das atribuições legais de outros órgãos.
A embarcação envolvida foi retida por determinação da Autoridade Marítima e permanece à disposição para as diligências necessárias.
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