Campo Grande News em 10 de Agosto de 2026
Divulgação/Receita Federal

Caminhões com carga de madeira apreendidos pela Receita Federal após suspeita de tráfico internacional de cocaína, em junho deste ano, em Corumbá
Entre os materiais analisados estavam fragmentos de madeira e serragem. Em um dos exames, referente a um dos caminhões, foram encaminhadas cinco amostras de serragem e cinco de fragmentos de madeira para análise. O laudo concluiu que os exames realizados em todas as amostras resultaram negativos para cocaína, assim como para qualquer outra substância de interesse forense com as técnicas empregadas.
A documentação agora anexada ao processo reforça a conclusão já apontada pelos exames preliminares: não foi encontrada cocaína nas amostras retiradas das cargas investigadas. Os quatro laudos foram produzidos em datas diferentes. O exame referente a um caminhão foi elaborado em 30 de julho, enquanto o outro foi produzido em 6 de agosto.
Reprodução/Laudo Instituto Nacional de Criminalística

Trecho do documento encaminhado ao MPF afirmando que não havia cocaína em nenhuma das amostras
Este é o quarto resultado negativo na saga das madeiras apreendidas. O primeiro foi o teste realizado em campo, com o reagente de Scott, que apresentou coloração compatível com a presença de cocaína. Em seguida, veio a análise da polícia boliviana, também com resultado negativo. Posteriormente, um laudo da Polícia Federal apontou que as amostras analisadas não apresentavam cocaína. Agora, o quarto e último laudo da perícia federal reforça a mesma conclusão: não havia droga nas cargas de madeira.
Caso
Em 21 de junho, a Receita Federal divulgou nota informando a apreensão de 260 toneladas de madeira com suspeita de contaminação por cocaína, em uma operação realizada em Corumbá (MS) e Cáceres (MT). Na ocasião, o órgão classificou a ação como a "maior apreensão" de cocaína já registrada. Segundo a Receita, a droga estaria impregnada na madeira em estado líquido, utilizada como selante, e a apreensão foi resultado de um intercâmbio de informações entre autoridades do Brasil, dos Estados Unidos e da Bolívia.
Mas, no início de julho, testes realizados pela Polícia Federal no dia da apreensão e pela polícia boliviana, tanto na data da ocorrência quanto no início daquele mês, apresentaram resultado negativo para a presença de cocaína. Dias depois, o laudo pericial definitivo da Polícia Federal, elaborado a partir das amostras enviadas para Brasília, confirmou a ausência do entorpecente.
Após a conclusão do laudo, a Polícia Federal instaurou investigação para apurar a origem da informação que levou à suspeita de que a carga de madeira estaria impregnada com cocaína.
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