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Vistoria semanal em imóveis ajuda a combater Aedes aegypti e prevenir dengue, chikungunya e zika

Rosana Nunes em 29 de Julho de 2026

Divulgação/PMC

Recomendação é que os moradores também permitam a entrada dos agentes de endemias nas visitas domiciliares

Reservar alguns minutos por semana para verificar locais que possam acumular água é uma das principais medidas para impedir a reprodução do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. Recipientes de diferentes tamanhos podem se transformar em criadouros e, por isso, a Secretaria de Estado de Saúde orienta que a vistoria seja realizada dentro das residências e também em quintais, jardins, varandas, áreas de serviço, terrenos e demais espaços próximos aos imóveis.

Caixas d’água sem tampa, calhas obstruídas, pneus, garrafas, vasos de plantas, ralos pouco utilizados, piscinas sem tratamento, recipientes descartáveis e reservatórios utilizados para armazenar água para animais estão entre os pontos que devem ser verificados regularmente.

A eliminação desses focos interrompe o ciclo de reprodução do mosquito e contribui para reduzir o risco de transmissão das três doenças.

Cenário epidemiológico

A SES acompanha os indicadores de dengue, chikungunya e zika nos municípios de Mato Grosso do Sul. Segundo os boletins epidemiológicos referentes à Semana Epidemiológica 28, publicados em 23 de julho, o Estado registra, em 2026, 12.803 casos prováveis de chikungunya, sendo 9.686 confirmados. Também foram confirmados 28 óbitos e 114 casos da doença em gestantes. Um óbito permanece em investigação.

Em relação à dengue, foram registrados 4.718 casos prováveis e 1.815 confirmados. Até o momento, não há óbitos confirmados pela doença, enquanto dois permanecem em investigação. Os dados são parciais e podem sofrer alterações conforme novas informações sejam encaminhadas pelos municípios.

As medidas de prevenção contra dengue e chikungunya também ajudam a evitar a zika, já que as três doenças são transmitidas pelo Aedes aegypti.

Em articulação com as Secretarias Municipais de Saúde, a SES atua no monitoramento epidemiológico e entomológico, na emissão de alertas e boletins, no apoio técnico às equipes municipais, na realização de capacitações e supervisões de campo, na vigilância laboratorial, na atualização dos planos municipais de contingência e na organização da rede assistencial.

O monitoramento da presença do mosquito também conta com armadilhas de oviposição, conhecidas como ovitrampas. A ferramenta auxilia na identificação de áreas com presença do vetor e no direcionamento das ações de controle.

As arboviroses também foram incluídas nas discussões sobre a revisão do Plano de Contingência Estadual de Eventos Climáticos, relacionado a períodos de seca e estiagem, com a definição de ações para o período de El Niño. 

Vistoria deve fazer parte da rotina

A recomendação é que os moradores façam a inspeção dos imóveis pelo menos uma vez por semana. Caixas d’água, cisternas e outros reservatórios devem permanecer tampados. As calhas precisam ser limpas regularmente, com a retirada de folhas, galhos e outros materiais que possam impedir o escoamento da água.

Também é importante eliminar a água acumulada nos pratos de vasos de plantas ou preenchê-los com areia. Garrafas e recipientes devem ser guardados com a abertura voltada para baixo. Os recipientes utilizados para fornecer água aos animais precisam ser lavados com frequência.

Piscinas devem ser mantidas limpas e tratadas. Pneus, embalagens e objetos sem uso devem ser descartados corretamente, evitando que se transformem em pontos de acúmulo de água. Ralos, bandejas de geladeiras e aparelhos de ar-condicionado também devem ser verificados.

A orientação inclui ainda evitar o acúmulo de materiais em quintais e terrenos e permitir a entrada dos agentes de combate às endemias durante as visitas domiciliares.

Atenção aos sintomas

Pessoas que apresentarem febre, dor de cabeça, dores no corpo, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele ou dores nas articulações devem procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento.

A busca por atendimento permite que os profissionais avaliem os sintomas e definam a conduta adequada para cada caso.

O controle do Aedes aegypti depende da atuação dos serviços públicos e da participação da população. A retirada semanal de objetos e recipientes que possam acumular água reduz os locais disponíveis para a reprodução do mosquito e deve fazer parte da rotina durante todo o ano.

Com informações da Agência de Notícias de MS. 

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