Campo Grande News em 13 de Julho de 2026

Imagem ilustrativa de uma UTI hospitalar, gerada por inteligência artificial
Segundo o advogado Matheus Morandi, o inquérito policial tramita sob segredo de justiça, o que impede manifestações sobre o conteúdo da investigação neste momento. A defesa também informou que pretende requerer acesso aos autos para conhecer integralmente os elementos já reunidos pela Polícia Civil.
“A defesa confia na inocência de seu representado e está convicta de que, ao final da regular apuração, os fatos serão devidamente esclarecidos”, diz trecho da nota.
A manifestação ocorre enquanto a Polícia Civil investiga a denúncia registrada no sábado (11), na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). A unidade encaminhou à Justiça pedido de medidas protetivas de urgência contra o técnico de enfermagem.
De acordo com o boletim de ocorrência, a paciente está internada desde 15 de junho devido a complicações decorrentes da gravidez e do pós-parto. Conforme relato apresentado à polícia por um familiar, o suposto abuso teria ocorrido na madrugada de sexta-feira, durante o plantão noturno na UTI.
Segundo a denúncia, o técnico participou do atendimento à paciente e, depois de administrar medicamentos, teria retornado ao leito. A jovem relatou que estava sonolenta e que despertou durante o suposto abuso, momento em que teria visto o investigado, que deixou o local em seguida.
Ainda conforme o registro policial, a paciente contou o ocorrido a uma técnica de enfermagem da equipe que assumiu o plantão. A profissional acionou a enfermeira responsável e a psicóloga do setor.
Após deixar a UTI, a paciente foi transferida para um quarto da maternidade e passou a permanecer acompanhada por familiares durante a internação.
Além do registro da ocorrência por estupro de vulnerável, a vítima pediu medidas protetivas. A Polícia Civil solicitou à Justiça que o investigado seja proibido de se aproximar da paciente, manter contato com ela e exercer atividades com pessoas em situação de vulnerabilidade enquanto o caso estiver sob investigação.
Hospital diz que presta suporte à paciente
Em nota, o HRMS informou que tomou conhecimento da denúncia na sexta-feira e que, desde então, vem adotando medidas para a apuração dos fatos, além de prestar acolhimento e suporte à paciente.
“O hospital acompanha o andamento das investigações e reafirma sua confiança de que, após o devido processo legal, os responsáveis serão identificados e responsabilizados na forma da lei”, informou a instituição.
Esta não é a primeira denúncia de violência sexual envolvendo uma paciente internada no Hospital Regional. Em fevereiro de 2021, durante a pandemia de covid-19, uma paciente de 36 anos denunciou ter sido estuprada por um enfermeiro enquanto estava internada na unidade. O caso foi investigado pela Deam e, em março de 2024, o profissional foi condenado pela Justiça por estupro de vulnerável.
No caso atual, a investigação ainda está em andamento.
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