Rosana Nunes em 16 de Junho de 2026
Laucymara Ayala/Sead

"Só Deus sabe o quanto está doendo, mas estou tendo ajuda", disse avó das crianças
Desde então, a responsabilidade pelos cuidados das crianças ficou com a avó, que também acompanha um filho de 7 anos. Sem revelar a identidade para preservar a família, ela conta que enfrenta diariamente a dor da perda, mas encontrou suporte por meio de programas de assistência do Governo de Mato Grosso do Sul.
Os irmãos recebem atendimento psicológico na escola e são beneficiados pelo programa Recomeços, que garante um auxílio mensal de R$ 1.621. A iniciativa é voltada a filhos de mulheres vítimas de feminicídio, oferecendo suporte para que crianças e adolescentes tenham acompanhamento e melhores condições de desenvolvimento após a perda da mãe.
Além disso, a avó recebe o benefício do Mais Social, que disponibiliza um cartão de R$ 450 mensais para auxiliar na alimentação e garantir a segurança nutricional da família.
“Minha história é de muita luta e sofrimento. Estou vivendo uma tragédia, mas também estou tendo apoio. É preciso encontrar forças todos os dias. Quero que esse caso não seja esquecido. Só Deus sabe a dor que estou sentindo, mas estou recebendo ajuda”, relatou a avó.
Segundo ela, o auxílio chegou em um momento de grande necessidade, já que precisou deixar o trabalho para se dedicar integralmente aos netos. “Hoje eu não posso trabalhar porque preciso cuidar deles. Sou só eu por eles", afirmou.
O homem apontado como autor do crime, que manteve um relacionamento de cerca de seis meses com a vítima, está preso e aguarda julgamento.
O programa
O Recomeços, coordenado pela Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), também atende mulheres que sofreram violência doméstica e deixaram a Casa Abrigo. O programa oferece apoio financeiro, além de auxílio para estruturação do novo lar.
De acordo com a secretária da Sead, Patrícia Cozzolino, a iniciativa busca garantir condições para que vítimas de violência possam iniciar uma nova etapa da vida com mais segurança e autonomia.
“O Recomeços foi criado para que mulheres e famílias afetadas pela violência tenham uma nova perspectiva. O programa também contempla crianças e adolescentes que perderam suas mães vítimas de feminicídio, oferecendo atendimento médico, psicológico e outros acompanhamentos necessários”, explicou.
Atualmente, 22 pessoas recebem o benefício do Recomeços em Mato Grosso do Sul, entre mulheres que deixaram a Casa Abrigo e filhos de vítimas de feminicídio. Já o Mais Social atende cerca de 26 mil famílias em situação de vulnerabilidade econômica no Estado.
Com informações da Agência de Notícias da Secom MS.
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