Da Redação em 08 de Junho de 2026
Gustavo Escobar/Imasul

Nova geração das plataformas é capaz de identificar eventos de queimadas em até dez minutos e alertas de desmatamento em até cinco dias
As ferramentas Mades (Monitor de Alertas de Desmatamento) e Maques (Monitor de Alertas de Queimadas), sistemas que utilizam inteligência geoespacial, sensoriamento remoto, imagens de satélite de alta resolução e integração de bases de dados para ampliar a capacidade de resposta dos órgãos ambientais foram apresentadas nesta segunda-feira (8), durante evento, que reuniu representantes de instituições públicas, especialistas, técnicos, pesquisadores e órgãos parceiros envolvidos na gestão ambiental do Estado. Também participaram do encontro representantes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) e da Polícia Militar Ambiental (PMA), reforçando a integração entre as instituições responsáveis pelo monitoramento, fiscalização e combate aos incêndios florestais.
O lançamento marca mais uma etapa do processo de modernização da gestão ambiental conduzido pelo Governo do Estado e ocorreu em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho. Desde 2023, mais de R$ 8 milhões foram investidos em infraestrutura tecnológica, aquisição de imagens de satélite, desenvolvimento de sistemas e aprimoramento das ferramentas de monitoramento ambiental.
Tecnologia
Os sistemas realizam o cruzamento automático de informações com bases oficiais, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), autorizações ambientais, unidades de conservação e outras bases estratégicas utilizadas pelo Estado. “A plataforma cruza informações com as bases oficiais, permitindo respostas mais rápidas e precisas. Com isso, conseguimos reduzir em aproximadamente 80% a necessidade de análises manuais. Isso significa otimizar o trabalho das equipes técnicas e direcionar os servidores para atividades estratégicas de monitoramento e fiscalização”, explicou o diretor-presidente do Imasul, André Borges.
A nova geração das plataformas é capaz de identificar eventos de queimadas em até dez minutos e alertas de desmatamento em até cinco dias, além da a melhoria da resolução das imagens que amplia significativamente a capacidade de interpretação dos dados pelos analistas. “Passamos a trabalhar com imagens de satélite e com um salto extremamente importante na qualidade das análises. Isso proporciona muito mais precisão na identificação de alterações ambientais e mais segurança para a tomada de decisões”, explicou Diego Brito, responsável pela Unidade de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental do Imasul.
Gustavo Escobar/Imasul

Expectativa é que as novas plataformas contribuam para uma atuação cada vez mais preventiva em MS
“Essas plataformas representam um avanço importante para o trabalho integrado entre as instituições. Receber informações mais rápidas e precisas sobre os eventos de fogo nos permite planejar melhor as operações, direcionar recursos de forma mais eficiente e atuar com maior rapidez nas áreas afetadas. A tecnologia é uma grande aliada na prevenção e no combate aos incêndios florestais, especialmente neste período de estiagem, quando aumentam os riscos de ocorrências em todo o Estado”, afirmou o capitão do CBMMS e responsável pelo setor de Geomonitoramento da Diretoria de Proteção Ambiental, Alexandre Araújo.
Além da apresentação das plataformas, o evento promoveu debates sobre inovação tecnológica, monitoramento ambiental e integração institucional. A proposta é fortalecer o intercâmbio de experiências entre os órgãos envolvidos na fiscalização e consolidar estratégias conjuntas de prevenção e combate aos crimes ambientais.
A expectativa é que as novas plataformas contribuam para uma atuação cada vez mais preventiva, permitindo identificar rapidamente ocorrências de desmatamento e queimadas, reduzir danos ambientais e fortalecer a proteção dos biomas sul-mato-grossenses, consolidando Mato Grosso do Sul como referência nacional no uso de tecnologia aplicada à gestão ambiental.
Com informações da assessoria de comunicação do Imasul.
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