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Presidente da Bolívia anuncia corte de 50% nos salários em meio à crise e protestos

Leonardo Cabral em 25 de Maio de 2026

Reprodução/Unitel TV

Mandato do presidente Rodrigo Paz começou há pouco mais de seis meses

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, anunciou a redução de 50% em seu salário e no vencimento dos ministros como medida de austeridade diante da crise política e social que atinge o país.

“Quero informar que este presidente, juntamente com seus ministros, tomou a decisão, como parte do nosso compromisso com o país, de reduzir nossos salários em 50%, para que seja uma demonstração clara de que a Bolívia tem um presidente e ministros que se unirão a esse esforço”, declarou Paz durante discurso em Sucre.

Segundo o presidente, a decisão não afetará outras áreas do governo nem os salários de servidores públicos de outros setores. “Nossos salários serão reduzidos em 50%, e não queremos prejudicar outras áreas ou profissionais, porque temos profissionais muito bons”, afirmou.

Paz também destacou a dificuldade de atrair profissionais qualificados para o serviço público devido aos baixos salários pagos pelo Estado.

“Não vamos prejudicá-los com uma redução salarial se não quisermos ter os melhores homens e mulheres trabalhando conosco”, acrescentou.

Protestos entram na quarta semana

O anúncio ocorre em meio ao agravamento dos protestos que atingem diversas regiões da Bolívia. Os atos chegaram ao 25º dia consecutivo, especialmente em La Paz, onde manifestantes ligados à Central Operária Boliviana e grupos camponeses exigem a renúncia do presidente.

A quarta semana do conflito começou nesta segunda-feira (25), com 54 bloqueios de estradas registrados em cinco dos nove departamentos do país, segundo dados da Administração Boliviana de Rodovias (ABC).

De acordo com o levantamento, o departamento de La Paz é o mais afetado, com 20 bloqueios, seguido por Cochabamba, com 13; Potosí, com 10; Oruro, com 9; e Santa Cruz, com 2.

As regiões de Chuquisaca, Beni, Tarija e Pando não registraram interrupções nas rodovias.

Os conflitos tiveram início no começo do mês, motivados por reivindicações salariais, críticas à qualidade do combustível e oposição à reforma agrária proposta pelo governo. Depois, evoluíram para um movimento que pede a saída de Rodrigo Paz do governo, pouco mais de seis meses após o início de seu mandato.

Com informações jornal El Deber e Unitel TV.

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