Leonardo Cabral em 21 de Maio de 2026
Reprodução/Jornal El Deber Protestos geram prejuízo à economia do país
La Paz lidera o número de bloqueios, com 17 pontos interditados, tornando-se a região mais afetada pela onda de protestos. Diante do cenário, a Central Operária Boliviana (COB) convocou uma “marcha de unidade e luta”, marcada para esta quinta-feira, com saída de La Ceja, na cidade de El Alto.
Os atos reúnem diferentes setores sociais, como trabalhadores, agricultores, transportadores e povos indígenas, incluindo grupos ligados ao ex-presidente Evo Morales.
Os conflitos tiveram início no começo do mês, motivados por reivindicações salariais, críticas à qualidade do combustível e oposição à reforma agrária proposta pelo governo.
Com o avanço das manifestações, a crise ganhou caráter político, ampliando os pedidos pela saída do presidente Rodrigo Paz, que assumiu o cargo há cerca de seis meses. Tanto a COB quanto setores alinhados a Evo Morales passaram a exigir a renúncia do chefe do Executivo.
Reprodução/Jornal El Deber

Entre as reinvindicações, está a renúncia do presidente Rodrigo Paz
Enquanto os protestos contra o governo aumentam, autoridades e representantes da sociedade civil também organizaram mobilizações em defesa da democracia e da permanência do presidente eleito.
Em Santa Cruz, a Assembleia de Santa Cruz convocou a “Grande Marcha pela Democracia”, prevista para esta quinta-feira, às 17h30. A concentração será na Plaza del Estudiante, com encerramento na Plaza 24 de Septiembre.
A mobilização, organizada pelo Comitê Pró-Santa Cruz, conta com o apoio de lideranças políticas, entre elas o governador Juan Pablo Velasco e a presidente da Assembleia Legislativa Departamental, María René Álvarez.
Em Cochabamba, o Comitê Cívico local também convocou uma marcha para esta quinta-feira, às 15h, com o lema de defesa do país e da democracia.
“Diante da crise que nosso país atravessa, convocamos instituições, setores sociais, profissionais, jovens, trabalhadores, plataformas cidadãs e todo o povo de Cochabamba a participar de uma marcha pela Bolívia”, diz trecho da convocação.
Fronteira segue sem protestos
Apesar da tensão em várias regiões do país, a área de fronteira entre Puerto Suárez e Puerto Quijarro com Corumbá, segue sem registros de manifestações.
No entanto, moradores enfrentam dificuldades com o abastecimento de combustível e também com a falta de gás GLP nas revendedoras.
Com informações do jornal El Deber.
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