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MS amplia banco genético com coleta de DNA em presídio durante operação integrada

Da Redação em 05 de Maio de 2026

Divulgação

Ação coordenada pela Sejusp integrou operação do Codesul voltada à comparação genética de perfis e vestígios de crimes

A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul e a Polícia Penal realizaram, na última quinta-feira (30), cerca de 300 coletas de material biológico na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, em Campo Grande. A ação foi coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e integrou a Operação Codesul Perfil Genético, conduzida de forma conjunta entre Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

As coletas foram feitas em custodiados previamente selecionados, conforme critérios previstos em lei. O procedimento, considerado não invasivo, tem como objetivo a obtenção de perfis genéticos para inserção no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), após etapas de processamento laboratorial, validação técnica e cumprimento dos protocolos da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG).

O banco permite a comparação entre perfis genéticos cadastrados e vestígios biológicos coletados em locais de crime ou em vítimas. Esse cruzamento pode indicar possíveis autores, estabelecer conexões entre diferentes ocorrências e fortalecer investigações com base em evidências técnico-científicas.

No estado, a Polícia Penal atuou na triagem, seleção e organização dos internos, enquanto a Polícia Científica ficou responsável pela coleta, análise, validação e gestão dos perfis genéticos por meio do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF).

Segundo o diretor-presidente da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), Rodrigo Rossi Maiorchini, a operação evidencia a importância da integração entre o sistema prisional e o trabalho pericial. “A etapa realizada dentro do estabelecimento penal exige planejamento, controle de fluxo e identificação prévia dos custodiados que se enquadram nos critérios legais”, afirmou.

A diretora do IALF, a perita criminal Josemirtes Prado da Silva, destacou que a ampliação do banco fortalece a capacidade investigativa. “Cada perfil inserido com qualidade técnica amplia a possibilidade de comparação, permitindo conexões entre crimes e abrindo novas linhas de investigação”, explicou.

Ampliação do banco de dados

Atualmente, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.034 perfis genéticos na área criminal. Desse total, 4.081 são de condenados, o que representa cerca de 40% das 10.178 pessoas condenadas no sistema prisional estadual, conforme dados do Mapa Prisional da Agepen de dezembro de 2025.

A base estadual também reúne 910 perfis oriundos de vestígios, 39 de identificados criminalmente, três de coletas por decisão judicial e um de resto mortal identificado.

Até novembro de 2025, o estado registrava 88 investigações auxiliadas pela rede, com 46 coincidências entre vestígios e 13 entre vestígios e indivíduos cadastrados. Em nível nacional, o XXIII Relatório da RIBPG aponta a existência de 272.275 perfis genéticos, com 11.251 coincidências confirmadas e 8.132 investigações apoiadas.

A operação busca ampliar essa base de dados, contribuindo para o avanço das investigações criminais e o fortalecimento da produção de provas dentro dos limites legais e técnicos estabelecidos.

Com informações da assessoria de comunicação da Perícia Científica de MS.

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