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Reajuste de servidores em MS soma 18,77% em 4 anos, mas categorias cobram ganho real maior

Rosana Nunes em 06 de Abril de 2026

Álvaro Rezende/Secom/Arquivo

Governo destaca que no acumulado dos últimos 48 meses, o índice total de reajustes supera a inflação oficial medida pelo IPCA

O Governo de Mato Grosso do Sul sancionou, no dia 30 de março, a lei que estabelece novo reajuste salarial aos servidores públicos estaduais. Com a medida, os aumentos concedidos entre 2023 e 2026 somam 18,77%, distribuídos em índices anuais de 5% (2023), 3,73% (2024), 5,06% (2025) e 3,81% (2026).

De acordo com o governo, o percentual acumulado supera a inflação oficial do período, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que ficou em 14,92% nos últimos quatro anos, o que indicaria ganho real nos salários.

Apesar disso, entidades que representam o funcionalismo estadual demonstraram insatisfação com o reajuste. No dia 31 de março, o Fórum Estadual dos Servidores realizou uma mobilização na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, com participação de profissionais de áreas como educação, saúde e segurança pública, além de sindicatos como Fetems e Sinpol.

As categorias avaliam que o índice aprovado não recompõe integralmente as perdas salariais acumuladas e defendem reajustes com ganho real mais significativo. 

Mesmo após a sanção, segundo Mário Jurado, vice-presidente do Sinpol e coordenador do Fórum, a mobilização busca pressionar o governo a reabrir o diálogo com as categorias. “A reposição da inflação é importante, mas precisa ser compatível com o que foi perdido. Nossa intenção é negociar para avançar nesse ponto”, afirmou.

O reajuste sancionado pelo Governo passou a valer em 1º de abril. A medida abrange cerca de 86 mil servidores ativos e inativos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de aposentados, pensionistas, militares estaduais inativos e instituições com autonomia financeira, como o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e a Defensoria Pública.

Com informações da Secom MS e Campo Grande News. 

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