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PRFs e Policiais Penais Federais fazem mobilização em MS por criação de fundo contra o crime organizado

Leonardo Cabral em 28 de Março de 2026

Divulgação/Assessoria de Imprensa

Protesto foi na BR-262, em Terenos

Policiais Rodoviários Federais e Policiais Penais Federais realizaram, na sexta-feira (27), uma mobilização na BR-262, em Mato Grosso do Sul, para defender a criação do Fundo Nacional de Combate ao Crime Organizado (Funcoc). O ato ocorreu na Unidade Operacional da PRF em Terenos (km 385) e foi organizado pelos sindicatos das duas categorias no estado.

A ação faz parte de uma mobilização nacional, com atividades simultâneas em diferentes regiões do país. O objetivo é pressionar o governo federal e sensibilizar a população sobre a importância do fundo, que prevê o uso de recursos provenientes de apreensões - como dinheiro, veículos e outros bens - para reforçar a estrutura das forças de segurança pública.

Apesar de ter sido proposto pelo próprio governo, o projeto de lei que cria o Funcoc está parado no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o que tem gerado insatisfação entre os profissionais da área.

Divulgação/Assessoria de Imprensa

Motoristas receberam panfletos e orientações durante a mobilização

Durante o ato, representantes das categorias destacaram o caráter informativo da mobilização e a necessidade de mais investimentos. "Mato Grosso do Sul é um dos estados que mais apreendem drogas no país ano a ano e, para que esse serviço seja ainda mais eficiente, precisamos de investimentos em tecnologia, drones, softwares, armamentos e infraestrutura. A ideia do fundo é simples: é utilizar o próprio dinheiro do crime para combatê-lo”, afirmou o presidente do SINPRF/MS e diretor da FenaPRF (Federação Nacional dos PRFs), Wanderley Alves dos Santos

Outro ponto levantado foi a falta de efetivo no sistema penal federal no estado. De acordo com lideranças da categoria, o número atual de servidores, cerca de 250, é insuficiente para atender à demanda, o que compromete a atuação nas unidades prisionais.

Os policiais também alertaram para a possibilidade de intensificação do movimento. Caso não haja avanço nas negociações com o governo, uma paralisação das atividades no presídio federal de Campo Grande pode ser deliberada em assembleia na próxima semana.

A unidade prisional da capital abriga lideranças de organizações criminosas de alcance nacional, como Marcinho VP, do Comando Vermelho e Rogério de Andrade, conhecido bicheiro do Rio de Janeiro, o que amplia a preocupação com a necessidade de investimentos e estrutura adequada.

A mobilização reforça a cobrança por medidas concretas no enfrentamento ao crime organizado, especialmente em um estado estratégico como Mato Grosso do Sul, marcado pela posição de fronteira e pela relevância nas operações de combate ao tráfico de drogas.

Com informações da assessoria de comunicação. 

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