Campo Grande News em 10 de Março de 2026
Direto das Ruas/CG News

Frasco de desodorante aerossol encontrado próximo ao local do incêndio
Ereni foi encontrada morta e carbonizada dentro de uma casa de madeira que estava em fase de construção. Conforme apurado pela reportagem, a vítima ainda estava viva quando o imóvel começou a ser consumido pelas chamas.
De acordo com a Polícia Civil, durante a investigação, diversos depoimentos foram colhidos e indícios passaram a apontar para a possível participação do ex-companheiro da vítima.
As informações levantadas permitiram a reconstrução preliminar da dinâmica dos fatos. Conforme a apuração, Ereni havia deixado o local onde estava ingerindo bebidas alcoólicas com familiares e se deslocado até sua residência para dormir momentos antes do início do incêndio.
Diante das provas reunidas e das contradições apresentadas durante os depoimentos, o suspeito foi novamente interrogado. Confrontado com os elementos já obtidos e sem conseguir sustentar outra versão dos fatos, ele acabou confessando o crime.
No depoimento, afirmou que provocou o incêndio na residência usando um desodorante aerossol e um isqueiro. Segundo o próprio relato, as chamas se espalharam rapidamente. Após a confissão, policiais civis fizeram novas diligências e localizaram, nas proximidades do local do crime, os dois objetos utilizados para iniciar o fogo.
O delegado responsável pelo caso, Sidney Pinheiro de Queiroz, representou pela prisão preventiva do autor, com parecer favorável do Ministério Público. O suspeito permanece à disposição da Justiça.
“Ele revelou aos filhos que estava se sentindo rejeitado, desamparado. Que ninguém gostava dele. No momento em que teve o incêndio ele se ausentou, e esse tempo coincide com a ausência dele”, afirmou Sidney Pinheiro de Queiroz.
De acordo com a investigação, o casal estava separado há cerca de quatro anos. Mesmo assim, o suspeito continuava frequentando a casa da vítima e insistia em reatar o relacionamento.
“Ele ia diversas vezes na casa dela, ela se sentia incomodada, mas nunca havia registrado boletim de ocorrência”, disse o delegado. Ereni já estava em outro relacionamento e, conforme a polícia, o ex-companheiro demonstrava ciúmes.
Ereni Benites é a sétima vítima de feminicídio registrada em Mato Grosso do Sul em 2026.
09/03/2026 Em apenas 52 dias, Mato Grosso do Sul chega ao 7º feminicídio do ano
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