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Homem confessa que usou desodorante e isqueiro para incendiar casa e matar ex-companheira

Campo Grande News em 10 de Março de 2026

Direto das Ruas/CG News

Frasco de desodorante aerossol encontrado próximo ao local do incêndio

O ex-companheiro de Ereni Benites, de 44 anos, Juares Fernandes, de 52 anos, confessou à polícia que usou um desodorante aerossol e um isqueiro para atear fogo na casa onde ela estava e provocar sua morte. O caso ocorreu na madrugada de domingo (8), na aldeia Tekoha Paraguassu, em Paranhos, a 462 quilômetros de Campo Grande.

Ereni foi encontrada morta e carbonizada dentro de uma casa de madeira que estava em fase de construção. Conforme apurado pela reportagem, a vítima ainda estava viva quando o imóvel começou a ser consumido pelas chamas.

De acordo com a Polícia Civil, durante a investigação, diversos depoimentos foram colhidos e indícios passaram a apontar para a possível participação do ex-companheiro da vítima.

As informações levantadas permitiram a reconstrução preliminar da dinâmica dos fatos. Conforme a apuração, Ereni havia deixado o local onde estava ingerindo bebidas alcoólicas com familiares e se deslocado até sua residência para dormir momentos antes do início do incêndio.

Diante das provas reunidas e das contradições apresentadas durante os depoimentos, o suspeito foi novamente interrogado. Confrontado com os elementos já obtidos e sem conseguir sustentar outra versão dos fatos, ele acabou confessando o crime.

No depoimento, afirmou que provocou o incêndio na residência usando um desodorante aerossol e um isqueiro. Segundo o próprio relato, as chamas se espalharam rapidamente. Após a confissão, policiais civis fizeram novas diligências e localizaram, nas proximidades do local do crime, os dois objetos utilizados para iniciar o fogo.

O delegado responsável pelo caso, Sidney Pinheiro de Queiroz, representou pela prisão preventiva do autor, com parecer favorável do Ministério Público. O suspeito permanece à disposição da Justiça.

“Ele revelou aos filhos que estava se sentindo rejeitado, desamparado. Que ninguém gostava dele. No momento em que teve o incêndio ele se ausentou, e esse tempo coincide com a ausência dele”, afirmou Sidney Pinheiro de Queiroz.

De acordo com a investigação, o casal estava separado há cerca de quatro anos. Mesmo assim, o suspeito continuava frequentando a casa da vítima e insistia em reatar o relacionamento.

“Ele ia diversas vezes na casa dela, ela se sentia incomodada, mas nunca havia registrado boletim de ocorrência”, disse o delegado. Ereni já estava em outro relacionamento e, conforme a polícia, o ex-companheiro demonstrava ciúmes.

Ereni Benites é a sétima vítima de feminicídio registrada em Mato Grosso do Sul em 2026.