Campo Grande News em 14 de Dezembro de 2025
Reprodução

Vítima foi esfaqueada e socorrida, mas não resistiu aos ferimentos; autor acabou preso em flagrante pela PM
De acordo com a Polícia Civil, a Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência durante a madrugada. No local, os policiais encontraram Aline gravemente ferida por golpes de arma branca.
O autor do crime foi localizado pela Polícia Militar e preso em flagrante. Marcelo Augusto Vinciguerra foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Ribas do Rio Pardo.
Horas antes de ser morta a facadas pelo ex-marido, Aline pediu ajuda à Polícia Militar. Ela pediu socorro, ligando para relatar uma discussão com Marcelo A informação consta no boletim de ocorrência registrado após o crime, investigado como feminicídio, no contexto de violência doméstica e familiar.
Segundo o registro policial, por volta das 16h10 de sábado (13), uma equipe da Polícia Militar foi até o endereço indicado, mas não encontrou nenhuma das partes. No local, um popular informou aos policiais que a vítima já havia se deslocado do imóvel.
Ainda conforme o boletim, Aline possuía registro anterior contra o agressor, além de medida protetiva, que já estava vencida no momento do crime.
O ataque aconteceu horas depois, durante a madrugada de domingo (14). A vítima foi atingida por três golpes de arma branca, sendo dois no tórax e um superficial na perna esquerda.
Ela chegou a ser socorrida e encaminhada para atendimento médico, mas teve o estado de saúde considerado grave, com suspeita de pneumotórax, segundo a médica plantonista. Apesar dos esforços da equipe médica, Aline não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
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Números alarmantes
O caso foi registrado como feminicídio e as investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil para o completo esclarecimento dos fatos. Aline entra para a triste estatística das mulheres que morreram em razão de serem mulheres neste ano no Mato Grosso do Sul. São 39 casos em 2025. Este já é o terceiro pior ano desde a criação da Lei do Feminicídio, em 2015, atrás apenas de 2020 (40 casos) e 2022 (44 casos).
Se você sofre ou presencia violência doméstica, denuncie. A Central 180 funciona 24 horas, de graça, e a ligação pode ser anônima. Em caso de emergência, procure a polícia pelo 190. Violência contra mulheres, crianças, idosos ou qualquer pessoa não pode ser silenciosa.
Andréa Da Silva Pereira : Nós mulheres esperamos que as sejam mais dura,chega de tanta violência com nós mulheres,queremos o direito de ser livre,ir e vir sem medo de entrar e sair de um relacionamento e termos a certeza que não vamos ser mortas. Vcs que fazem as leis mudem as leis, não aguentamos mais ser massacradas.
SILVANA Rosa: Porque que a polícia não correu na hora. Fica fazendo copo mole achando que não vai dar em nada. Se fosse hábil teria evitado.
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