Campo Grande News em 09 de Dezembro de 2025
Divulgação/PRF

Joias e relógios apreendidos com familiares do traficante
A detenção aconteceu por volta das 12h. A equipe da PRF (Polícia Rodoviária Federal) foi acionada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro sobre dois veículos que seguiam com destino a Corumbá, fronteira com a Bolívia. Inicialmente, a informação era de que Peixão estaria acompanhado dos familiares, fugindo para o país vizinho.
Os policiais conseguiram abordar o veículo na rodovia, ainda em Campo Grande, e, na ocasião, os motoristas afirmaram que haviam sido contratados para fazer o transporte dos passageiros do Rio de Janeiro até Corumbá. Eles foram de avião até a capital fluminense, onde dormiram e, no dia seguinte, seguiram viagem para Mato Grosso do Sul.Nos carros estavam a esposa, os três filhos e um sobrinho do traficante. Peixão, no entanto, não foi encontrado. Os policiais fizeram a vistoria nos veículos e encontraram malas com diversas joias personalizadas com referências ao líder da facção, além de relógios.
Questionado, o sobrinho afirmou ser o dono de tudo. Ele acabou detido junto com a esposa de Peixão por suspeita de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos, valores e promoção, constituição, financiamento ou integração, pessoalmente ou por interposta pessoa, de organização criminosa. Após depoimento na sede da Polícia Federal, eles foram liberados.
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“Violento”
Conhecido também como Mano Arão, Peixão nunca foi preso pela polícia, mesmo tendo mais de 70 anotações criminais. Atualmente ele é um dos traficantes mais procurados pela polícia carioca. O apelido faz referência ao irmão de Moisés, profeta bíblico. Arão foi responsável pela construção de um bezerro de ouro para adoração.
Ele é conhecido pelo perfil violento e por ter nomeado de “Complexo de Israel” as cinco comunidades que dominou primeiro: Vigário Geral, Parada de Lucas, Cidade Alta, Pica-Pau e Cinco Bocas – território vigiado por cerca de 200 fuzis. Para marcar seu território, ele usa bandeiras de Israel e frases bíblicas pichadas em muros.
Além de ordenar homicídios e cobrar taxas de comerciantes, o traficante se diz evangélico e é acusado de intolerância religiosa. Algumas denúncias alegam que ele chegou a proibir o uso de branco por moradores e destruiu terreiros nas comunidades que domina.
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