Campo Grande News em 08 de Dezembro de 2025
Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Símbolo da campanha contra a violência contra as mulheres
A violência contra a mulher representa 30,6% do total de agravos notificados até agora, este ano.
Os agravos são eventos que provocam dano à saúde e que, por exigência das normas de vigilância, precisam ser registrados pelos serviços públicos ou privados. Além dos casos de violência, entram intoxicações, acidentes graves, tentativas de suicídio e outras ocorrências consideradas relevantes pelo Ministério da Saúde. Cada vez que uma unidade identifica um desses casos, ela preenche uma notificação oficial.
Os dados são do Painel Mais Saúde, da SES (Secretaria de Estado de Saúde), com base no Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) do Ministério da Saúde.
O levantamento revela uma epidemia de violência. Entre todos os agravos de notificação obrigatória, é disparado o que mais aparece, concentrando 48,86% dos casos.
As demais notificações incluem doenças como sífilis, meningite, hanseníase, tuberculose e até intoxicações por picadas de animais peçonhentos; estas últimas são a segunda maior causa, com 7.405 ocorrências.
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Faixa etária
A maior parte das vítimas mulheres tem entre 0 e 34 anos. Acima dessa idade, a frequência de registros cai. Considerando todos os dados desde 2015, a maior concentração está entre meninas e mulheres de 0 a 17 anos, que somam 31.259 casos.
Em 2025, o cenário se mantém: 3.427 agravos de violência (46,09%) ocorreram nessa faixa etária, dentro do universo de 7.436 registros envolvendo mulheres.
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