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Stalker enviava fotos do órgão sexual por e-mail e chamava senadora de "mãe"

Campo Grande News em 09 de Setembro de 2025

Reprodução

Stalker enviava diversas fotos do órgão sexual e mensagens desconexas à senadora

A senadora Soraya Thronicke (Podemos) foi vítima de um stalker que, por meses, enviou e-mails com fotos íntimas e mensagens desconexas, chamando a parlamentar de “mãe” e até pedindo para morar com ela. O homem foi alvo da PF (Polícia Federal) nesta terça-feira (09), durante a Operação Assédio.

A ação investigou crimes de perseguição, assédio sexual e violência política de gênero praticados contra Soraya e outras mulheres, como a deputada federal Silvye Alves (União Brasil-GO). O mandado de busca e apreensão foi cumprido em Duque de Caxias (RJ). Também foram impostas medidas cautelares que proíbem o investigado de acessar a internet, contatar as vítimas e deixar a região metropolitana do Rio de Janeiro sem autorização judicial.

Nas redes sociais, a senadora comentou o caso: “E se fosse com uma mulher da sua família? Por aqui, acontece comigo todos os dias.” Segundo Soraya, ela recebe diariamente mensagens com fotos explícitas, palavras de cunho sexual e até ameaças contra ela e seus familiares.

Entre os conteúdos enviados pelo investigado, estavam frases como: “Mamãe não vai precisar expor na mídia que a senhora me adotou” e “Bom dia, minha mamãe, arruma um quarto para mim, tenho que sair daqui onde estou.”

“Não vamos aceitar que ser mulher, principalmente em espaços de poder, signifique estar exposta diariamente a esse tipo de violência. Seguimos denunciando, cobrando e exigindo justiça. Porque o respeito já passou da hora, agora, é por justiça”, publicou a senadora.

A assessoria de Soraya informou que a parlamentar não foi comunicada previamente sobre a Operação Assédio, mas reforçou que ela “confia plenamente no trabalho investigativo da Polícia Federal”. A equipe destacou ainda que, ao longo do mandato, a senadora tem sido alvo frequente de crimes desse tipo, incluindo ameaças de morte, o que reflete práticas machistas e criminosas contra mulheres em cargos públicos.

De acordo com a parlamentar, devido ao grande número de mensagens recebidas, ela costuma registrar apenas as mais graves e aquelas enviadas a partir de Mato Grosso do Sul, por temer que as ameaças se concretizem enquanto cumpre sua agenda no Estado.