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Ex-funcionária é acusada de desviar R$ 1,2 milhão de rede de supermercados

Campo Grande News em 20 de Setembro de 2019

Ex-funcionária de uma rede de supermercados com sede em Naviraí, Janismeire Menezes é investigada por desviar ao menos R$ 1,2 milhão das contas da empresa que trabalhava. Ela foi presa em Rolândia, no interior do Paraná, após ser procurada pela Polícia Civil de Naviraí por ao menos dez dias.

Divulgação

Fachada de unidade do Supermercado Chama em Naviraí; empresa foi vítima de desfalque

De acordo com o delegado da 1º DP (Delegacia de Polícia) de Naviraí, Eduardo Lucena, a denúncia contra a funcionária chegou em julho depois que em auditoria, a empresa descobriu os pequenos desvios e Janismeire foi demitida. “Ela era uma das funcionárias da mais alta confiança. Trabalhou 4 anos na empresa, mas nesta função que permitia os desvios estava há 1 ano. As fraudes começaram em março do ano passado”, detalha.

Segundo Lucena, no cargo, a empregada transferia pequenas quantias várias vezes ao dia para contas dela e de familiares. As transferências eram disfarçadas como pagamentos de fornecedores. “Eram valores de R$ 1 mil, R$ 3 mil, R$ 5 mil, que no meio da movimentação bancária da empresa não chamavam a atenção”.

Com o dinheiro, Janismeire estava construindo uma casa considerada luxuosa na cidade, comprou carros, além de gastar com tratamentos médicos, estéticos, roupas de grife e joias. Demitida por justa causa e denunciada à polícia, a ex-funcionária passou a ser investigada e quando “sumiu”, o delegado decidiu pedir a prisão preventiva. Ela está presa na cadeia pública de Itaquiraí.

Janismeire responde por furto qualificado pelo abuso de confiança e preventivamente, a Justiça também determinou o bloqueio de bens da investigada.

A JChagas Alimentos, empresa que foi vítima do desfalque, mantém quatro lojas - Fogo Atacadista e supermercados – em Naviraí, além de outras unidades na região sul do Estado.

Outro caso

Também nesta semana, duas mulheres, de 40 e 59 anos, foram indiciadas por furtar mais de R$ 1,2 milhão de uma idosa de 88 anos, em Campo Grande. Na época do crime, um das suspeitas trabalhava como gerente de banco responsável pelas contas da vítima e a outra como funcionária de confiança da família. Com o dinheiro, elas compraram até terrenos no condomínio Dhama.

Segundo a investigação da Derf, que foi concluída na quarta-feira (18), a então gerente e a governanta se aproveitaram o estado de saúde da idosa, que sofre de Alzheimer e outras doenças, para ter acesso livre às contas dela. 

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