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Defensor público de MS é condenado por roubo de R$ 550 mil em joias

Campo Grande News em 13 de Agosto de 2019

Divulgação

Como "coach em alta performance", defensor já deu palestras, uma delas, com o tema "Minha caminhada até a aprovação"

A Justiça de Mato Grosso condenou o defensor público de Mato Grosso do Sul, Carlos Eduardo Oliveira de Souza, 36 anos, a pena de nove anos e quatro meses de prisão pelo roubo de joias e semijoias avaliadas em R$ 550 mil. Na sentença, também foi determinada a perda da função, exercida em Campo Grande desde 2009.

Carlos Eduardo foi preso em 13 de dezembro de 2005 pelo crime ocorrido em Campo Verde (MT). Ele e mais duas pessoas – Lídia Nunes Dantas e Laurencio Francisco da Silva – foram denunciados por terem rendido casal que revendia joias e semijoias durante 01h30 e roubado peças avaliadas em R$ 550 mil.

Várias joias não foram recuperadas durante investigação policial. Uma semana depois do crime, passou a responder em liberdade ao inquérito, convertido em ação criminal na Justiça de Campo Verde.

Na condenação expedida no dia 05 de agosto deste ano, a juíza Caroline Schneider Guanaes Simões levou em conta a premeditação do crime, em que eles alugaram um carro especificamente para o roubo, a divisão de tarefas e o tempo em que as vítimas ficaram em poder dos ladrões.

Com esses agravantes, a pena inicial de sete anos de reclusão passou para nove anos e quatro meses de reclusão, em regime fechado, além do pagamento de 50 dias-multa. O réu poderá recorrer em liberdade da sentença.

Caroline Simões determinou, ainda, a perda da função de Defensor Público de MS, por “total incompatibilidade de seu cargo com a autoria do presente crime”.

Lídia Nunes também foi condenada ao mesmo tempo de sentença. O processo em Laurencio foi desmembrado e ainda não foi julgado.

Corregedoria 

Carlos Eduardo foi aprovado no concurso da Defensoria Pública de MS em 2009 e, atualmente, está lotado na 4ª Defensoria Pública de Atendimento a Presos Provisórios Condenados. Na internet, consta que ele também já deu palestras como “Coach em Alta Performance”. Um dos temas foi “Minha caminhada até a aprovação”.

No processo de Mato Grosso consta que ele já é investigado pela Corregedoria da Defensoria Pública em MS. A reportagem entrou em contato com assessoria para saber sobre providências acerca da condenação e aguarda retorno.

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