PMA prendeu 10 e aplicou R$ 53 mil em multas na Operação Padroeira do Brasil

Da Redação em 15 de Outubro de 2018

A Polícia Militar Ambiental encerrou nesta segunda-feira (15), a operação Padroeira do Brasil, iniciada no dia (10) contando com efetivo de 362 homens. A PMA deu prioridade à prevenção e repressão à pesca predatória e ao tráfico de papagaios.

A fiscalização à pesca já vinha sendo reforçada, desde o dia 1º de outubro, quando a Polícia Militar Ambiental iniciou a operação pré-piracema de reforço à fiscalização nos rios do estado, tendo em vista a proximidade do período de defeso para a piracema e, portanto, quando vários cardumes já se encontram formados e a quantidade de turistas e pescadores se intensifica, exatamente, em razão das facilidades de captura do pescado neste período.

Com os feriados prolongados (Divisão do Estado e Padroeira do Brasil), a fiscalização, que já era efetuada com bastante intensidade, inclusive, com vários pescadores presos foi aumentada nos rios, com uso de todo efetivo administrativo e deslocamento de efetivo de Subunidades em que a região não possui tradição de pesca, para reforço nas áreas de pesca do Estado.

Os comandantes das 25 subunidades empregaram todo o efetivo no trabalho de fiscalização em suas respectivas áreas de atuação. Todo efetivo administrativo, que já foi reduzido para a operação pré-piracema, foi utilizado na operação.

Balanço

A operação Padroeira do Brasil deste ano foi a mais tranquila, desde o ano de 2009. Durante a operação houve redução de 78% no número de autuados, com relação a 2017. Foram autuadas 10 pessoas por infrações ambientais e 46 na operação anterior. As infrações por pesca foram 93% inferiores a 2017. Foram 3 (três) nesta e 44 na operação passada.

A quantidade de pescado apreendida foi 84% inferior (48 kg) e no ano passado (300 kg). As multas aplicadas por pesca ilegal foram de R$ 52.700,00. Ressalta-se que o maior valor em multas foi devido às infrações por desmatamento que foram destaque e que têm multas mais altas em relação à pesca.

Sobre os petrechos ilegais houve um aumento na quantidade de redes de pesca apreendidas, 33 contra 20 na operação anterior e redução na quantidade de anzóis de galho, 357 e 514 no ano passado. A fiscalização intensificada é fundamental para a retirada desses petrechos proibidos, com alto poder de dizimação de cardumes.

Com relação aos outros crimes e infrações ambientais foram cinco pessoas autuadas por desmatamento, uma por maus-tratos a um cachorro e uma por construção em área protegida por degradação de preservação permanente (APP), sendo as multas aplicadas de R$ 25.050,00 por essas infrações. Com informações da PMA

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