Polícia investiga envolvimento de facções em decapitação de mulher

Campo Grande News em 14 de Maio de 2018

A Polícia Civil investiga o envolvimento de facções criminosas na decapitação de mulher ainda não identificada. O corpo foi encontrado na manhã desta segunda-feira (14), em estrada vicinal que dá acesso à Avenida Wilson Paes de Barros, entre os Bairros Santa Emília e Nova Campo Grande.

Saul Schramm/Campo Grande News

Corpo foi encontrado na manhã desta segunda-feira por moradores da região

Conforme o delegado Ricardo Meirelles, que atendeu a ocorrência, em razão da pouca quantidade de sangue encontrada no local, tudo indica que a vítima foi morta em outro lugar e desovada no endereço onde foi localizada. Ela estava sem documentos. “Todas as linhas de investigação estão abertas”, disse o delegado, ao responder sobre a possibilidade de envolvimento de facções criminosas, dadas às características da execução.

Policiais do SIG (Setor de Investigações de Gerais) tentaram cruzar dados de mulheres desaparecidas com a vítima, mas as suspeitas foram descartadas. O corpo foi levado ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) para identificação pelas impressões digitais. O caso será investigado pelo 6º DP ou pela DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios).

Caso

 A mulher foi encontrada decapitada e com as mãos amarradas para trás com o próprio casaco de moletom, de cor vermelha. Conforme a polícia, ela foi morta nesta madrugada. Do ano passado para cá, sete pessoas foram decapitadas em Campo Grande pelo “tribunal do crime”, julgamentos orquestrados por facções criminosas. Fatos marcados pelo tráfico de drogas e por regras impostas em um mundo paralelo de violência e morte.

O mais recente, registrado em fevereiro deste ano, foi o caso de John Hudson dos Santos Marques, de 27 anos, encontrado decapitado em uma região do Indubrasil. O crime ocorreu porque a vítima pertencia ao CV (Comando Vermelho), facção rival ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Um dos suspeito pelo crime, Gabriel Rondon da Silva, 19 anos, foi preso meses depois e entregou os comparsas.

 

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