Corumbá deve receber os pré-candidatos ao governo neste mês

André Navarro em 06 de Maio de 2018

Reprodução

Na sequência, Reinaldo Azambuja (PSDB), André Puccinelli (MDB) e Odilon de Oliveira (PDT)

Este mês de maio deverá ser de muita movimentação em Corumbá. Em busca do alto coeficiente de votos do ex-senador Delcídio do Amaral, que não pode se candidatar porque teve os direitos políticos suspensos pela Justiça, os principais pré-candidatos ao governo devem desembarcar na cidade na segunda quinzena de maio. A campanha só começa em agosto, mas este é o momento em que os políticos estão formando suas bases, tentando conquistar a simpatia dos prováveis eleitores e angariando apoio daqueles que irão trabalhar como líderes, a exemplo do prefeito e dos vereadores.

O primeiro a confirmar presença foi Odilon de Oliveira (PDT). Seus correligionários preparam a recepção para os dias 24 e 25 de maio. Ele já anunciou sua pré-candidatura para governador e agora pretende expandir essa ideia pelo Estado. Corumbá é o quarto maior colégio eleitoral de Mato Grosso do Sul e, consequentemente uma cidade visada por concentrar mais de 70 mil eleitores, sem contar os 13 mil de Ladário.

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) ainda não divulgou sua agenda, mas também deverá estar em Corumbá agora em maio. No dia 24, começa o Festival América do Sul Pantanal e Reinaldo deverá fazer a abertura do evento ao lado do prefeito Marcelo Iunes (PSDB). Aliás, este ano o governador já veio pelo menos três vezes ao município onde lançou um pacote de obras que já começam a ser executadas. 

Outro que ainda não confirmou sua vinda, mas que poderá estar em solo corumbaense, é o ex-governador André Puccinelli (MDB). Quando governador, ele teve problemas políticos na cidade. Deixou de privilegiar o município com obras durante seus dois mandatos por causa de uma briga com o prefeito falecido Ruiter Cunha de Oliveira que era do PT e depois ingressou no PSDB. Entretanto, o grupo do MDB corumbaense se manteve e acredita poder alavancar a campanha de André na fronteira oeste. 

Fato é que todos estão de olho no espólio deixado por Delcídio. O ex-senador era absoluto em Corumbá. Em 2014, na disputa com Azambuja, Delcídio teve 72,4% dos votos pantaneiros, um total de 35.296, enquanto o atual governador conseguiu conquistar 15,14% do eleitorado, obtendo 7.383 votos.

Delcídio está politicamente ativo e até se filiou ao PTC no mês passado. Pode estar ao lado de um candidato ao governo, mas resta saber se o apoio de um senador cassado, envolvido em denúncias da Operação Lava Jato,  ainda assim conseguirá carrear um número significativo de votos de seu eleitorado para alguém que ele esteja apoiando. Outra dúvida é se alguém vai querer o apoio dele. 

Já Reinaldo vem  tentando reforçar sua base em Corumbá e aumentar a performance de 15,4% de eleitores. Participou ativamente da campanha de Ruiter, está ao lado de Marcelo Iunes e desenvolve um trabalho notório na cidade. A dúvida é se ele conquistou o coração dos corumbaenses, apesar de que, para isso, até torceu pelo Carijó da Avenida na arquibancada e viu o time ser campeão e, meio tímido, vibrou com o samba do maior carnaval do centro-oeste brasileiro.      

É bem verdade que, junto com os pré-candidatos ao governo devem vir os pré a deputado federal, estadual e até a senador. Reinaldo tem mantido a linha de respeitar os nomes da casa e até já declarou apoio abertamente a Beatriz Cavassa de Oliveira (PSDB) para a Assembleia Legislativa. Agora será a vez de avaliar os outros pré-candidatos e até saber se eles têm nomes a apoiar no município para representar Corumbá nas Câmaras Legislativas.

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