Dirigir, ou tentar a sorte no trânsito e nas estradas?

Da Redação em 03 de Maio de 2018

Está complicado

Trafegar nas ruas de Corumbá ou nas estradas, se tornou um jogo de azar, ou de sorte, para quem sai ileso. Todos os dias vêm sendo registrados acidentes, alguns graves, outros fatais. As pessoas saem de casa para ir ao médico, à escola, ao trabalho, na vendinha da esquina e nem sempre retornam, ou retornam com um pedaço faltando ou com o corpo machucado.

Tudo por

Imprudência, descaso ou pressa, além é claro, da “marvada da cachaça”. Os motivos são os mais variados para que os acidentes aconteçam, mas o principal deles é a não observância das normas de trânsito. Todo mundo quer chegar primeiro, passar primeiro, atravessar primeiro. Ultrapassagens pela direita, atravessar a preferencial ou não respeitar a rotatória. Por que será que o condutor tem essa educação lastimável no trânsito?

Sem contar

Aqueles que acham que são ases no volante e nem aprenderam a dirigir direito ainda. Tem motorista que parece que acabou de sair da autoescola e outros que nem entraram. 

Fiscalização 

É preciso reforçar a fiscalização, colocar câmera na rotatória, pegar os infratores e depois mandar uma multa; ou em frente a alguns bares bem frequentados, manter uma equipe aguardando a saída dos bêbados que lá na frente podem até matar alguém, aqueles que ainda riem ao dizer que “meu carro tem piloto automático, vai sozinho pra casa”. 

Na BR-262

Que vai de Mato Grosso do Sul a São Paulo, já foram registradas várias mortes este ano. A última aconteceu na quarta-feira quando um turista irlandês não resistiu a ter perdido a perna esquerda, ter quebrado um monte de ossos e ter visto o seu sangue escorrer no asfalto. No CTI do Hospital de Corumbá há quase duas semanas, Christopher Eugene Peck, vítima de um motorista sob efeito de álcool que fazia uma ultrapassagem indevida na BR-262, e pegou sua moto de frente, engrossou as estatísticas. 

Detalhe

Não faltam campanhas de conscientização, orientação e um trabalho interminável da Polícia Rodoviária Federal, que apesar de ter um contingente bem aquém do que necessita, ainda assim dá duro nas estradas federais. 

E o pior

É que a BR-262 não é uma estrada de alta velocidade, os limites precisam ser respeitados por causa do grande tráfego de animais, alguns de grande porte cruzando a pista de dia e de noite. Já houve muitas mortes de pessoas que toparam com uma capivara ou uma anta, e muita morte de animais que foram colhidos pelos veículos, principalmente pelos caminhões. 

Então o que fazer?

Pergunta difícil de responder. Se o próprio cidadão que sabe de todos os riscos não se previne, não tem como resolver o problema. Somente a conscientização é que dará um fim ou pelo menos diminuirá os índices de violência tanto do trânsito da cidade quanto no tráfego das estradas. 

É aquele negócio

“Manda quem pode, obedece quem tem juízo”. E juízo está faltando ao povo brasileiro para respeitar as leis, principalmente as de trânsito.

* Detalhe é uma coluna de opinião do Diário Corumbaense que aborda os mais variados assuntos.