Para dar um “up” no visual, mascote do Corumbaense pede ajuda dos torcedores do Carijó

Ricardo Albertoni em 11 de Abril de 2018

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

O mascote se apresenta no estádio Arthur Marinho há dez anos

Na Série B, na Série A, no sol, na chuva, nas vitórias e derrotas ele está lá. Além de simbolizar o clube, o “Galo Carijó”, mascote do Corumbaense Futebol Clube, carrega a alegria característica do povo de Corumbá e talvez por isso seja tão amado entre os torcedores, seja da arquibancada coberta, da descoberta, do alambrado ou até mesmo do folclórico “camurote” localizado atrás do gol norte, do estádio Arthur Marinho.

A entrada do personagem em campo levanta a torcida e antes mesmo dos jogadores pisarem no gramado decreta o início da festa que só termina quando o público vai embora. Atrás do gol adversário, como costuma ficar durante as partidas, ele faz a sua parte: torce, provoca os jogadores do time visitante, critica a arbitragem, incentiva os jogadores do “Alvinegro Pantaneiro” e festeja muito no final do jogo, principalmente quando há triunfo do time pantaneiro.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

O servidor público Jackson Uchôa, de 44 anos, se identifica como “um amigo do mascote”

Essa rotina do “Galo Carijó”, mascote da equipe de Corumbá já dura 10 anos. A ideia partiu do ex-prefeito Ruiter Cunha de Oliveira, falecido em novembro de 2017 e do então diretor-presidente da Funec (Fundação de Esportes de Corumbá) Heliney Miranda Júnior, como forma de entreter o torcedor do Carijó da Avenida durante os jogos do time após reforma do estádio Arthur Marinho, em 2009. Quem lembra disso é o servidor público Jackson Uchôa, de 44 anos, que para não quebrar o encanto do torcedor mirim, prefere se identificar como “um amigo do mascote”.

Na terceira pessoa, Jackson, lembra do nervosismo com que o “Galo Carijó” recebeu a missão dada pelo ex-prefeito. “Há dez anos o 'Galo' faz aquele trabalho. Ele faz com muito amor e recebe de volta o carinho. Essa ideia veio de uma pessoa que não está mais com a gente que é o saudoso Ruiter Cunha, ele e o Heliney Miranda Júnior, que na época estava na Funec. Eles perguntaram se o 'Galo' não queria ser o mascote do time, só que eu não sabia que teria essa repercussão até hoje. Lembro que ele – o 'Galo' - ficou com medo de não dar certo, nervoso, mas depois, quando viu que o povo aceitou, vibrou, deslanchou, foi uma emoção ímpar”, lembrou ao Diário Corumbaense.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

As dez temporadas e inúmeras participações acabaram castigando o "corpo" do mascote

Mas, se por um lado, a disposição do Galo continua a mesma após as dez temporadas e inúmeras participações, as horas de sol, chuva, suor, e pulos necessários para animar os torcedores, acabaram castigando o corpo do mascote. “Quando se olha de perto, é possível ver parte do bico 'lesionado', uniforme rasgado e a 'pele' desbotada. O material da roupa, por estar sendo utilizada há muito tempo, também já começa a causar desconforto", contou.

Jackson chegou a conclusão de que é hora do amigo dar um “tapa” no visual e a ideia é contar com a ajuda do próprio torcedor. “Eu poderia pedir ajuda da Prefeitura, do Poder Público, do Corumbaense, mas gostaria de fazer algo com os torcedores. Quero que eles se sintam parte do galo seja dando R$ 2, R$ 5, para que quando vejam o mascote no estádio possam dizer: 'eu faço parte dessa história, eu ajudei ele a estar lá', afirmou Jackson que juntamente com o amigo, o fotógrafo Anderson Gallo, organiza o upgrade do “Carijó”.

O valor já orçado deve ficar em torno de R$ 3,5 mil e a ideia é também contar com a ajuda de parceiros que poderão ser exibidos em um banner fotográfico no estádio durante os jogos. Além disso, eventos particulares com a presença do mascote também poderiam ser contratados, o que não é possível no momento, já que legalmente, o “Galo” pertence ao Poder Público.

Quem quiser entrar em contato para saber como contribuir com o mascote, deve ligar para os telefones: (67) 9 9816-4968 – Jackson ou (67) 9 9988-2034 – Anderson Gallo. Se o plano der certo, a intenção é que em 2019, quando o time vai disputar novamente Copa do Brasil, Estadual e Série D, o mascote se apresente totalmente repaginado. O endereço da vaquinha virtual e para contribuições individuais acessando este link.

Carinho das pessoas

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

O “Carijó” não consegue andar alguns passos sem que seja solicitado para uma foto, ou receba um aceno

O carinho das pessoas pelo mascote é possível observar durante um rápido passeio dele pela cidade. O “Carijó” não consegue andar alguns passos sem que seja solicitado para uma foto, ou receba um aceno. A expressão amistosa do rosto do mascote, que segundo Jackson, não deve sofrer grandes modificações, encanta principalmente as crianças. Quando soube que poderia tirar uma foto com o “galão”, a pequena Náthaly Eduarda, de 4 anos, não pensou duas vezes e pediu para que a mãe Nágila Taborga Sório, que é membro da torcida GDC – Guerreiros do Carijó, a levasse.

“Ela ama o Galo, foi em um jogo comigo, que faço parte da torcida do Corumbaense e ficou louca quando o viu, ela adora. Fala em casa, sabe cantar uma música da torcida para o mascote. Quando ela soube que iria tirar foto com o Galo veio correndo, queria há muito tempo tirar uma foto com ele”, disse Nágila.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

A pequena Náthaly Eduarda, de 4 anos, é fã do mascote

Em Campo Grande, quando o Corumbaense perdeu o título para o Operário no Morenão, o mascote chegou a ser aplaudido pela torcida adversária. Durante o jogo, Jackson lembra que outra situação também emocionou o “Carijó”.

“Os fãs vão de mamando a caducando. Em Campo Grande teve uma família que chamou dizendo que um senhor estava lá porque ele queria tirar uma foto com o Galo, ele estava lá na parte de cima e o Galo foi atender o pedido. A cidade toda quer tirar uma foto com o Galo e isso o deixa muito feliz. Para participar dos jogos, o mascote recebe uma ajuda de custo, até porque tem o deslocamento até o estádio, enfim, mas já fez de graça. No Sub-19 por exemplo, ele foi várias vezes só para apoiar os meninos. Se precisar somar ele está lá, não importa o retorno financeiro, mas sim o prazer de poder fazer e ser abraçado pela cidade é indescritível...pelo menos foi isso que o Galo me disse”, finalizou Jackson.

Comentários:

arlei ramires amorim: Parabéns ao Galo Corumbaense pela alegria que irradia nos estádios e pela iniciativa de adquirir outra fantasia ...porém acho que merecidamente o clube deveria presentea-lo com esse traje novo sem ter que fazer cotinha.mais caso não aconteça tenho ceeteza que nós torcedores vamos colaborar..

Djavan Rocha ayala: O Gallo guerreiro traz muita alegria mesmo!! Uma sugestão para retorno financeiro seria que o clube confeccionasse alguns galos de mascote com a legitimidade do clube para venda. Assim como são as camisas oficiais que compramos na sede, poderíamos comprar também os mascotes oficias para ajudar o clube, aposto que dá certo pois eu mesmo seria o primeiro a comprar um para minha filha!!!!! Abraços.

VITALINO DOS SANTOS : Realmente é cativante ver o galo guerreiro ,moro em campo grande, foi na final do campeonato. Foi muito emocionante a torcida sé encotrava triste no morenao pela derrota do corumbaense, quando eu vi o galo no gramado na frente da torcida,animando todos que estavam presentes no estádio,praticamente ficamos conformado com a derrota com animação do galo guerreiro, foi muito legal.Até hoje minha esposa me cobra que ela queria tirar uma foto ao lado do galo.eu irei ajudar sim.

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