Corumbá pode ter terminal de transbordo para importação de ureia da Bolívia

Da Redação em 22 de Fevereiro de 2018

O prefeito Marcelo Iunes discutiu a instalação de um terminal de transbordo em Corumbá – por uma empresa do ramo de fertilizantes especiais – para a importação da ureia boliviana. O chefe do Executivo Municipal reuniu-se com o diretor da Hinove Agrociência, Renato Benatti, e com o secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Sustentável, Renato dos Santos Lima, na tarde de quarta-feira, 21 de fevereiro.

Renê Marcio Carneiro/PMC

Para Iunes, a abertura desse terminal permitirá a geração de emprego e renda para o Município

Serão aproximadamente 335 mil toneladas por ano do produto boliviano entrando no Brasil pela fronteira de Corumbá com a Bolívia. Do total importado, 60% devem ir para o Mato Grosso e o restante para o triângulo mineiro e o sul do país.

Para Iunes, a abertura desse terminal permitirá a geração de emprego e renda para o Município. Ele destacou que o produto passa pelo desembaraço aduaneiro no porto seco, que opera em Corumbá, garantindo geração de valor agregado e adicionado para a economia local.

“Temos a possibilidade, num curto espaço de tempo, de registrarmos a entrada de aproximadamente 30 caminhões por dia em Corumbá, com importação de ureia produzida na Bolívia”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico e Sustentável, Renato dos Santos Lima, que acompanhava o empresário. Segundo o secretário, a empresa trabalha com abertura de um terminal de transbordo em Corumbá. “É um espaço para armazenar de 5 mil a 10 mil toneladas de ureia aqui”, explicou.

“Corumbá é um município que faz fronteira com a Bolívia e o desembaraço aduaneiro para escoar para o resto do país acontece aqui. Nas negociações com os bolivianos, estudamos a possibilidade de montarmos um centro de distribuição aqui ou um posto de armazenamento para receber a carga de ureia e vendê-la”, afirmou o diretor da empresa, Renato Benatti.

Segundo produto em volume de importação

Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) mostram que em Mato Grosso do Sul, a ureia é um produto inédito na balança comercial do Estado. Se a estimativa – de 335 mil toneladas por ano – se confirmar, ela se tornará o segundo produto com maior volume de importação, atrás somente do gás natural (422 mil toneladas). Ainda de acordo com o Ministério, o Brasil reduziu a importação de ureia e subprodutos entre 2014 e 2016, aumentando consideravelmente em 2017.

De acordo com o Ministério de Hidrocarburos da Bolívia, a planta de ureia instalada em Bulo Bulo, exigiu um investimento de US$ 950 milhões e possui uma capacidade de produção de 2.100 toneladas por dia (700 mil toneladas por ano). Espera-se que entre 85% e 90% da produção total sejam exportados para os mercados da região. Com informações da assessoria de comunicação da PMC e do portal do Governo de MS.

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