Superando problemas, Unidos da Vila Mamona trouxe o medo para a passarela do samba

Lívia Gaertner em 13 de Fevereiro de 2018

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Carro abre-alas com águia, símbolo da Vila, teve problemas na concentração, mas veio para desfile

A Unidos da Vila Mamona buscou fazer um desfile “apavorante” na avenida ao reunir os diversos tipos de medo que o homem pode sentir, desde aqueles da infância como o bicho papão, o homem do saco até os demônios que assombram povos em todo o mundo.

A atual campeã do carnaval de Corumbá mostrou que o enredo deste ano fugia ao habitual já na alegoria, símbolo da escola. A águia se vestiu em tom escuro, que dominou todo o desfile da Vila Mamona, o que só mudou ao final do terceiro e último quadrante da escola. Aliás, a alegoria da águia causou momentos de tensão pouco antes do início do desfile quando quebrou ainda na concentração, porém os integrantes conseguiram colocá-la em condições de desfilar. Outros problemas também ocorreram ao longo do dia no barracão da agremiação. 

Na comissão de frente, um grupo de onze zumbis que, primeiramente, aterrorizavam o público, porém, ao longo da coreografia de Kléber Kosta, a transformação do medo em alegria, o contraste do medo à magia.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Agremiação buscou reunir os diversos tipos de medo que o homem pode sentir

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Carlinhos Jóia e Ana Paula Simpatia, representou o coração que bate mais forte diante do susto e pavor, tendo assim em suas fantasias destaques para a cor vermelha.

As referências às bruxas vieram na ala das baianas com trajes na cor preta e roxa e detalhes dourados e prata. As saias que giravam no bailar das senhoras mostravam várias aranhas.

Os 80 ritmistas da bateria representaram o Pânico, personagem de famoso filme de terror. Mascarados, os componentes tiveram um desafio a mais na hora de tocar os instrumentos que deram o tom ao samba que fez a escola toda dançar, assim como a rainha da bateria, Kartilene Diniz, que representou o “nervosismo à flor da pele”, porém mostrou foi mesmo muita garra e segurança ao retornar para o posto que já ocupou em carnavais anteriores na mesma agremiação.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Rainha da bateria, Kartilene retomou o seu posto e mostrou samba no pé

Entre as 14 alas, aqueles que representaram bruxas, vampiros, aranhas, mulher de branco, ET de Varginha e os palhaços do mal que fizeram muita gente na avenida benzer o corpo.

No terceiro setor da escola, um dos mais apavorantes, a representação de Lúcifer e todos tipos de demônios num inferno cheio de figuras do submundo.

O último carro alegórico mostrou que é possível vencer o medo e viver num mundo cheio de paz, magia e alegria através da natureza e da criação principal do dono do mundo, Deus.

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