Da Redação em 14 de Setembro de 2026
Divulgação/IHP

Intenção é fortalecer a comunicação, definir pontos de contato e estabelecer protocolos de apoio entre os dois países
A operação reúne equipes do IHP, por meio da Brigada Alto Pantanal, Prevfogo/Ibama, Armada Boliviana, Defesa Civil da Bolívia e Sub-governação da Província de Germán Busch. A expedição segue até o dia 18 de setembro e contará com quatro veículos.
O deslocamento terá início na região de Puerto Quijarro, na Bolívia, seguindo por estrada em direção à Baía Gaíva. O objetivo é permitir que as equipes conheçam e avaliem pontos estratégicos para atuação em áreas do Pantanal brasileiro próximas à fronteira.
Atualmente, o acesso à região pelo lado brasileiro é feito somente por embarcação, pelo rio Paraguai, a partir de Corumbá. Já pelo território boliviano existe uma estrada de acesso, mas a via necessita de manutenção para garantir melhores condições de deslocamento.
A articulação entre os dois países começou a ser fortalecida a partir de ações envolvendo a Armada Boliviana, IHP, Prevfogo/Ibama e o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul. A subgovernança da Província de Germán Busch, que abrange Puerto Suárez, Puerto Quijarro e Carmen Rivero Tórrez, passou posteriormente a integrar as tratativas.
“Temos como prioridade trabalhar com a prevenção dos incêndios florestais. Essa condição nos fez avançar nas tratativas para haver essa ação conjunta entre instituições de Brasil e Bolívia. Precisamos compartilhar informações, compartilhar tarefas e avançar para conseguir realizar trabalhos conjuntos em maior escala”, afirmou o subgovernador da Província de Germán Busch, Luis Delgadillo.
Integração na fronteira
A Armada Boliviana terá participação importante na operação. Em Puerto Quijarro está localizado o 5º Distrito Naval “Santa Cruz”, que também abriga o Centro Nacional de Formação para Especialistas em Eventos Adversos, responsável pela capacitação de brigadistas militares e civis.
Para o comandante do 5º Distrito Naval, Capitão de Navio Cadmiel Mouzon Terán, a aproximação entre as instituições dos dois países é fundamental para garantir atendimento em regiões de difícil acesso.
“Essa reunião só reforça a importância de se manter um compromisso de amizade e coordenação entre países vizinhos. Estamos empenhados em abrir caminhos, manter acesso a vias para permitir que localidades remotas possam ser alcançadas e garantir um atendimento para ambos os países e suas populações”, afirmou.
Outra frente de cooperação ocorre entre os dias 13 e 15 de setembro, com apoio do Ministério da Defesa da Bolívia, por meio do Vice-ministério de Defesa Civil (VIDECI). O órgão está auxiliando o deslocamento de brigadistas do Ibama entre El Carmen e a fronteira com o Brasil, na região da Serra do Amolar.
O tenente-coronel Alexis Paredes Ferrufino, responsável departamental do VIDECI na Chiquitania, foi designado como ponto focal para coordenar as ações com o Prevfogo/Ibama, a Armada Boliviana e outras instituições.
“Esta coordenação interinstitucional, tanto da Bolívia como do Brasil, é para tratar de forma mais efetiva a prevenção de incêndios fronteiriços. Com esta expedição, vamos realizar um importante reconhecimento de pontos mais sensíveis e permitir que possamos agir de forma mais efetiva na proteção das populações de ambos os lados”, disse.
O presidente do IHP, Ângelo Rabelo, destacou que a iniciativa representa um avanço na cooperação entre os dois países para proteger o Pantanal e a floresta chiquitana, na Bolívia.
“Essa mobilização fortalece uma ação coordenada internacional para proteger um patrimônio natural da humanidade como o Pantanal, além da floresta chiquitana. É um passo inédito de cooperação entre instituições brasileiras e bolivianas que atuam na região transfronteiriça”, afirmou.
Menor tempo de resposta
Com brigadistas do IHP e do Prevfogo/Ibama atuando em conjunto com as instituições bolivianas, a expedição tem caráter preventivo. A intenção é fortalecer a comunicação, definir pontos de contato e estabelecer protocolos de apoio entre os dois países para situações de incêndios florestais na região de fronteira.
Segundo o chefe da unidade técnica do Prevfogo/Ibama em Mato Grosso do Sul, Márcio Yule, o acesso terrestre pode representar uma redução significativa no tempo de resposta das equipes.
“O deslocamento por embarcação, levando equipamentos e pessoal, demora muito mais que se conseguirmos o acesso por terra. E o governo boliviano sinalizou o interesse em melhorar a estrutura e acesso nessa região”, explicou.
A iniciativa busca, assim, criar uma estrutura de cooperação permanente entre Brasil e Bolívia para prevenção e resposta aos incêndios que ameaçam áreas do Pantanal e da floresta chiquitana, especialmente durante o período de maior risco de queimadas.
Com informações da assessoria de imprensa do IHP.
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