Rosana Nunes em 08 de Setembro de 2026
Anderson Gallo/Arquivo Diário Corumbaense

Cortejo que leva a imagem de São João para o batismo no rio Paraguai
O prêmio é promovido desde 2012 pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) e tem reconhecimento da Organização Mundial do Turismo. Nesta edição, os projetos finalistas representam 13 estados das cinco regiões do país.
O Circuito Kaô de Xangô faz parte dos roteiros da Bela Oyá Pantanal, primeira agência receptiva especializada em afroturismo de Mato Grosso do Sul. A experiência ocorre durante a celebração do Banho de São João, realizada entre 22 e 23 de junho e reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil em 2021.
Durante o roteiro, os visitantes acompanham o cortejo que leva a imagem de São João para o batismo no rio Paraguai, no encontro dos andores durante a descida da Ladeira Cunha e Cruz. A programação também inclui a visita à casa dos festeiros e contato com a gastronomia de terreiro, além de manifestações de fé, música e ancestralidade.
Registrado em Corumbá desde o final do século XIX, o festejo reúne elementos da religiosidade e da cultura afro-brasileira.
Pantanal Negro
Idealizadora e CEO da Bela Oyá Pantanal, Thayná Cambará afirma que a presença entre os finalistas representa o reconhecimento de um trabalho construído a partir da ancestralidade e da valorização do chamado Pantanal Negro.
Divulgação

Programação também inclui a visita à casa dos festeiros e contato com a gastronomia de terreiro, além de manifestações de fé, música e ancestralidade
A empreendedora criou roteiros voltados à chamada Corumbá Negra, com foco na história e na presença afro-brasileira na formação do município. Segundo dados do IBGE citados pela agência, mais de 73% da população de Corumbá é afrodescendente. A cidade também possui terreiros de umbanda e candomblé e comunidades quilombolas.
Para Thayná, o crescimento do afroturismo transforma memória, cultura e ancestralidade em oportunidades de geração de renda e desenvolvimento econômico. “É o ponto de virada”, afirmou.
Segundo ela, o objetivo vai além de apresentar experiências aos turistas.
“Nosso propósito não é apenas levar visitantes para conhecer uma experiência. É fazer com que o turismo reconheça quem construiu essa história, gere oportunidades para quem mantém essa cultura viva e ajude a colocar Corumbá e o Pantanal Negro em novas narrativas do turismo brasileiro”, disse.
O diretor-presidente da Fundação de Turismo do Pantanal, Zelinho Carvalho, destacou que o circuito aproxima os visitantes das raízes afro-brasileiras e dos saberes das comunidades locais.
Para ele, a iniciativa transforma memória e tradição em experiência turística e contribui para ampliar a diversidade e a valorização da identidade cultural do Pantanal.
“Valorizamos sempre um turismo mais diverso, inclusivo, sustentável e conectado à nossa identidade”, afirmou.
Saiba mais: mapatur.corumba.ms; @belaoyapantanal
Com informações da Assessoria de Comunicação da PMC.
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