Rosana Nunes em 03 de Setembro de 2026
Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Novo Boletim do SGB detalha o comportamento da calha principal e dos afluentes na região
Na medição realizada, as cotas estavam dentro do intervalo esperado em Barra do Bugres e no trecho entre Ladário e Porto Murtinho. A exceção foi a estação de Cáceres, onde o nível permaneceu abaixo do limite inferior previsto para o período.
Nos afluentes monitorados - rios Cuiabá, Palmeiras e Miranda -, os níveis também permanecem estáveis e dentro da faixa considerada normal.
Em Ladário, no Mato Grosso do Sul, estação de referência para o monitoramento do rio Paraguai, a cota registrada foi de 2,01 metros. O valor está dentro da faixa histórica esperada para a data, que varia entre 50 e 422 centímetros.
Apesar da tendência de queda prevista para os próximos dias, o volume de chuva acumulado na bacia entre fevereiro e agosto de 2026 ficou 18% acima da média histórica para o período, considerando a série de 1998 a 2025.
Previsão aponta redução dos níveis
De acordo com as projeções meteorológicas do modelo GEFS/NOAA, não são esperados volumes significativos de chuva na bacia nos próximos sete dias.
Diante do cenário atual e da estiagem característica desta época do ano, o SGB estima a continuidade do declínio gradual das cotas nas próximas semanas. Para Ladário, a previsão indica nível de 1,79 metro em sete dias e de 1,56 metro em 14 dias.
O comportamento dos rios, no entanto, dependerá das condições de chuva registradas ao longo de toda a bacia. Por isso, o monitoramento contínuo das precipitações e da resposta dos rios é considerado fundamental para a gestão dos recursos hídricos na região.
O acompanhamento é realizado pelo Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Paraguai (SAH Paraguai), do SGB.
Os dados utilizados no monitoramento são provenientes da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), mantida pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e operada pelo SGB em parceria com outras instituições.
Já as previsões hidrológicas são elaboradas por engenheiros do Serviço Geológico do Brasil com base em modelos hidrológicos e, portanto, estão sujeitas às incertezas inerentes a esse tipo de previsão. Informações em tempo real e mapas de risco podem ser consultados no Sistema de Alerta de Eventos Críticos (SACE).
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