Da Redação em 28 de Agosto de 2026
Divulgação

Materiais apresentam a história de Flora e foram desenvolvidos para utilização em escolas, casas de acolhimento e delegacias
As histórias acompanham Flora, uma adolescente que cresce convivendo com diferentes manifestações de violência dentro de casa. Ao longo da narrativa, ela começa a perceber que ameaças, humilhações, controle, agressões e pedidos de perdão podem fazer parte de um ciclo de violência e que comportamentos aprendidos na infância podem ser reproduzidos em outros relacionamentos.
No gibi “Flora e o Novelo do Silêncio”, o tema é apresentado a partir das experiências vividas pela personagem e dos impactos provocados pela violência no ambiente familiar. A história também chama atenção para a forma como meninos podem aprender e reproduzir modelos violentos de masculinidade.
Já em “Flora e o Fio da Liberdade”, a personagem começa a compreender que a violência não precisa determinar o seu futuro. A narrativa destaca a importância da informação, da rede de proteção e da busca por ajuda, mostrando como a escola, profissionais especializados e órgãos de atendimento podem contribuir para interromper situações de violência.
O material reforça ainda mensagens de conscientização, como “amor não dói” e “quem ama, cuida”, aproximando o debate sobre violência, respeito e relacionamentos saudáveis do universo de crianças e adolescentes.Além dos gibis, o projeto reúne caderno de atividades, manual do professor e jogos, formando um conjunto de ferramentas para trabalhar o assunto de maneira orientada e adequada a diferentes faixas etárias e contextos. Os materiais foram desenvolvidos para utilização em escolas, casas de acolhimento e delegacias, ampliando as possibilidades de atuação tanto em ações educativas quanto em espaços de proteção e atendimento.
Para Fernanda Oliveira, levar a discussão para os ambientes frequentados por crianças e adolescentes é também uma estratégia de prevenção.
“Falar sobre violência também é uma forma de prevenção. Quando crianças e adolescentes aprendem a reconhecer comportamentos abusivos, entendem que violência não é demonstração de amor e sabem onde buscar ajuda, estamos contribuindo para romper ciclos que muitas vezes atravessam gerações. A proposta desses materiais é justamente criar esse diálogo de forma acessível, educativa e adequada a esse público”, destaca.
Educação para romper ciclos
A produção dos materiais reuniu diferentes profissionais. A autoria é de Fernanda de Oliveira, com coordenação da psicóloga Andreza Gazal. As ilustrações são de Guilherme Silveira, enquanto o projeto gráfico e a diagramação foram realizados pelo Supimpa Estúdio Criativo. A capa foi desenvolvida por Wanick Corrêa e Guilherme Silveira.
A proposta ganha destaque durante o Agosto Lilás por ampliar o debate sobre a violência para além da orientação às mulheres adultas. Ao abordar, desde a infância e a adolescência, temas como respeito, relacionamentos saudáveis, sinais de violência e redes de apoio, o projeto busca contribuir para que novas gerações reconheçam comportamentos abusivos e compreendam que a violência não deve ser naturalizada.
Sobre a autora
Fernanda de Oliveira é doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP), mestre em Fármacos e Medicamentos e pós-graduada em Gestão Estratégica de Negócios pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Atualmente, cursa Medicina, atua como professora de pós-graduação e é fundadora e idealizadora do Programa de Educação em Saúde para Crianças – Turminha do Bem, voltado à criação de materiais educativos, formação de professores e desenvolvimento de metodologias relacionadas à educação socioemocional e à promoção do desenvolvimento integral da criança.
Mais informações sobre o projeto siga o perfil da Turminha do Bem, @editoraturminhadobem, ou entre em contato com a autora:
Fernanda de Oliveira
(67) 99352-8448 / (67) 99949-8448.
Com informações da assessoria de imprensa.
Receba as principais notícias de Corumbá, Ladário e MS pelo WhatsApp do Diário Corumbaense. Clique aqui para entrar em um de nossos grupos ou siga no Instagram acessando o link e clicando em seguir.
03/08/2026 Agosto Lilás é aberto em Corumbá com ato de conscientização contra a violência à mulher
No Diário Corumbaense, os comentários feitos são moderados. Observe as seguintes regras antes de expressar sua opinião:
Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião deste site. O Diário Corumbaense se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.