Da Redação em 21 de Agosto de 2026
Divulgação

Proposta busca aproximar a formação acadêmica da realidade vivenciada nos serviços públicos
Com o projeto, acadêmicos de Coxim e Corumbá terão contato direto com a realidade do território e dos serviços de saúde, buscando compreender de que maneira fatores ambientais, sociais e climáticos podem interferir na saúde e na qualidade de vida da população. A proposta também pretende fortalecer a capacidade de resposta do município diante de situações de emergência climática e ambiental.
O trabalho selecionado para o programa é intitulado “Pantanal Vivo e Saudável: Equidade, Vigilância e Inovação no Enfrentamento às Emergências Climáticas e Ambientais”. A iniciativa envolve uma atuação interdisciplinar, com a participação de acadêmicos de cursos como Enfermagem, Direito, Sistemas de Informação, Geografia, História, Educação Física, Biologia e Psicologia.
Segundo o coordenador do programa, professor Cléton Salbego, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), uma das primeiras etapas será conhecer e analisar os territórios, identificando vulnerabilidades e os principais desafios relacionados às emergências climáticas.
“A ideia é instrumentalizar ao máximo os participantes durante esses 24 meses para que as ações desenvolvidas possam permanecer mesmo após o término do projeto”, destacou o coordenador.
A proposta busca aproximar a formação acadêmica da realidade vivenciada nos serviços públicos, permitindo que os estudantes observem os desafios cotidianos também a partir da perspectiva das mudanças climáticas. A partir desse diagnóstico, deverão ser desenvolvidas estratégias e soluções que contribuam para o enfrentamento das vulnerabilidades identificadas.
Para a secretária de Saúde de Corumbá, Tatiana Mattos, a participação do município no programa representa uma oportunidade de ampliar o olhar sobre os serviços e preparar a rede para novas realidades provocadas pelas mudanças climáticas.
“É uma grande satisfação para Corumbá participar deste programa. Ter a realidade de cada serviço sendo analisada com o olhar de vocês é muito importante. Esse projeto vai muito além: precisamos pensar em novas propostas diante das novas realidades trazidas pelas mudanças climáticas. Temos que nos adaptar”, afirmou.
Ao longo dos dois anos de execução, o PET-Saúde Clima deverá promover atividades de formação, pesquisa e extensão, fortalecendo a integração entre universidade, gestão pública, profissionais de saúde e comunidade. A expectativa é que o conhecimento produzido contribua para o planejamento de ações mais preparadas para os impactos das mudanças climáticas e para o fortalecimento da vigilância e da atenção à saúde no município.
Com informações da Assessoria de Comunicação da PMC.
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