Da Redação em 18 de Agosto de 2026
Divulgação/Cidade Dom Bosco

Programa criado por padre Ernesto Sassida nos anos 1960, mantém hoje 300 apadrinhamentos ativos.
Atualmente, 178 crianças e adolescentes são apadrinhados pelo programa, mantido com o apoio de 300 padrinhos e madrinhas. Desse total, 170 estão na Itália, 100 na Eslovênia e 30 na Espanha. O apadrinhamento é destinado a crianças a partir dos seis anos de idade.
Segundo Juliane Mendes, responsável pelo programa, muitos vínculos são construídos por indicação e permanecem dentro das próprias famílias dos benfeitores por décadas. “É comum que os filhos dos padrinhos, ao crescerem, continuem contribuindo”, explica.
Há atualmente padrinhos que mantêm a contribuição há 30, 20 e 15 anos ininterruptamente, dando continuidade a um compromisso iniciado por seus pais, avós ou bisavós. O vínculo mais antigo ainda em atividade ultrapassa 35 anos. Ao longo da história, porém, houve benfeitores que contribuíram por cerca de 60 anos, desde a fundação do programa, até o falecimento.
A adesão de novos padrinhos também continua. A mais recente ocorreu há cerca de um mês, durante uma visita de voluntários à Cidade Dom Bosco, quando uma nova madrinha decidiu integrar o programa.
Seleção dos afilhados
A seleção das crianças e adolescentes segue critérios estabelecidos pela própria Cidade Dom Bosco. Depois de escolhidos, os dados e informações dos possíveis afilhados são encaminhados para Laura Anselmi, sobrinha do padre Ernesto Sassida e responsável pelo programa na Itália.
É Laura quem apresenta as crianças e os adolescentes aos potenciais padrinhos e madrinhas, que então escolhem seus futuros afilhados. A partir daí, o contato é mantido principalmente por e-mail ou WhatsApp. As mensagens costumam ocorrer em aniversários e datas comemorativas, embora alguns padrinhos optem por um acompanhamento mensal.
Divulgação/Cidade Dom Bosco

Madrilha e afilhados no primeiro contato pessoal
Durante a visita, ela entregou presentes que trouxe especialmente da Itália. “Essa é uma experiência que promove um impacto verdadeiro na vida deles e de suas famílias, então foi muito especial”, afirmou.
Todos os anos, cada criança e adolescente apadrinhado passa por um processo de recadastramento. A família leva a criança até a instituição, onde são produzidas novas fotografias e uma carta escrita à mão para o padrinho ou madrinha. Também são encaminhados o boletim escolar e um relatório de acompanhamento.
De acordo com Juliane, o processo normalmente leva cerca de seis meses, mas neste ano foi concluído já em fevereiro. O relatório reúne informações sobre a vida escolar, cursos, composição familiar e outras mudanças importantes na rotina do apadrinhado.
“Falamos se ela passou de ano, se está fazendo algum curso, se a família aumentou ou diminuiu. São informações para que o benfeitor consiga acompanhar mesmo o desenvolvimento do apadrinhado”, explica.
Recursos ajudam toda a família
O valor das contribuições varia de acordo com a disponibilidade de cada padrinho. Os recursos, no entanto, são reunidos pela instituição e destinados de forma igualitária ao atendimento das famílias.
O apoio pode ser convertido em cursos e oficinas de geração de renda para os responsáveis, cestas básicas, vale-gás e auxílio com despesas de saúde. Já as crianças e adolescentes participam de oficinas socioeducacionais e, a partir dos 14 anos, podem ingressar em cursos de iniciação e qualificação profissional.
Ao longo de mais de 60 anos, o Adoção à Distância ajudou a ampliar as oportunidades de centenas de crianças e adolescentes atendidos pela Cidade Dom Bosco. Entre os resultados estão o acesso à educação, a conclusão de cursos superiores e a entrada no mercado de trabalho, além dos reflexos positivos que o apoio proporciona às famílias dos apadrinhados.
Com informações da assessoria de imprensa.
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