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Queda de ponte alerta para perigo estrutural e governo determina avaliação técnica

Campo Grande News em 14 de Agosto de 2026

Reprodução

Ponte desabou na quinta-feira (13), provocando a morte de uma pessoa e interrompendo o tráfego no trecho

O governador Eduardo Riedel (PP) afirmou nesta sexta-feira (14) que Mato Grosso do Sul poderá implodir pontes consideradas inseguras caso uma avaliação técnica conclua que as estruturas não podem ser recuperadas. A declaração foi feita durante a participação dele no projeto Café & Política, após o desabamento da ponte sobre o rio Taquari, na MS-214, entre Corumbá e Coxim, que provocou a morte de um motorista na quinta-feira (13).

Segundo Riedel, sete pontes foram construídas pela mesma empresa. O governador afirmou que três delas já caíram. A Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) contratou uma empresa de engenharia especializada para avaliar as demais estruturas. “Se a gente tiver que implodir, nós vamos implodir. Nós vamos ter que fazer essa avaliação técnica e discutir”, declarou.

O estudo deverá indicar se as pontes poderão receber reforço estrutural ou se precisarão ser demolidas. A previsão é que a análise seja concluída dentro de um ou dois meses. “A gente contratou uma empresa de engenharia especializada para saber se vai implodir ou não, ou se tem como fazer reforço. É a análise técnica que pedimos”, explicou Riedel.

Infraestrutura antiga e cargas mais pesadas

Ao comentar a segurança das estruturas, Riedel relacionou o problema ao aumento do peso transportado pelas rodovias estaduais. Segundo ele, Mato Grosso do Sul possui veículos com nove eixos e cargas superiores a 100 toneladas circulando sobre uma infraestrutura construída há cerca de 20 anos.

Juliano Almeida/Campo Grande News

Governador hoje durante o projeto Café & Política, em Campo Grande

“Nós já estamos com um treminhão de nove eixos, de cento e poucas toneladas, com uma infraestrutura de 20 anos atrás que não está preparada para isso. É um problema sério, falando de rodovias e de pontes”, afirmou.

O governador também comparou a fiscalização brasileira com a do Paraguai, país que, segundo ele, mantém controle mais rígido sobre o peso das carretas nas rodovias.

A discussão ocorre em um período de expansão do transporte de cargas em Mato Grosso do Sul, impulsionada por atividades como celulose, mineração, agricultura e pecuária.

Recentemente, a Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito) autorizou, em caráter experimental, a circulação de hexatrens da Suzano em seis trechos não pavimentados de rodovias estaduais.

As composições podem chegar a 60 metros de comprimento e foram desenvolvidas com CMT (Capacidade Máxima de Tração) de até 250 toneladas. A autorização, entretanto, não informa o peso que será admitido durante os testes nas vias públicas.

A operação depende da concordância do órgão responsável pelas rodovias e da apresentação de estudos sobre a capacidade estrutural e geométrica dos trajetos, incluindo pontes, bueiros e outras estruturas. A Suzano também ficará responsável por eventuais danos provocados durante a circulação experimental.

Reconstrução pode superar R$ 40 milhões

Riedel afirmou que o Estado ainda não possui um diagnóstico completo sobre as intervenções necessárias na ponte que desabou sobre o rio Taquari. Segundo ele, a reconstrução poderá custar entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões, mas o valor ainda é preliminar.

“Essa do Taquari é uma ponte longa, uma ponte grande. Eu ainda não tenho diagnóstico do que será necessário para recompor aquele acesso, mas não fica menos de R$ 40 milhões ou R$ 50 milhões”, declarou.

No caso da ponte sobre o rio do Peixe, que desabou em fevereiro na MS-080, em Rio Negro, o Estado contratou emergencialmente uma nova estrutura por R$ 13,28 milhões. O prazo previsto para a execução é de 360 dias. Enquanto a obra definitiva não é concluída, uma ponte metálica provisória atende o trecho.