Campo Grande News em 14 de Agosto de 2026
Reprodução

Ponte desabou na quinta-feira (13), provocando a morte de uma pessoa e interrompendo o tráfego no trecho
Segundo Riedel, sete pontes foram construídas pela mesma empresa. O governador afirmou que três delas já caíram. A Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) contratou uma empresa de engenharia especializada para avaliar as demais estruturas. “Se a gente tiver que implodir, nós vamos implodir. Nós vamos ter que fazer essa avaliação técnica e discutir”, declarou.
O estudo deverá indicar se as pontes poderão receber reforço estrutural ou se precisarão ser demolidas. A previsão é que a análise seja concluída dentro de um ou dois meses. “A gente contratou uma empresa de engenharia especializada para saber se vai implodir ou não, ou se tem como fazer reforço. É a análise técnica que pedimos”, explicou Riedel.
Infraestrutura antiga e cargas mais pesadas
Ao comentar a segurança das estruturas, Riedel relacionou o problema ao aumento do peso transportado pelas rodovias estaduais. Segundo ele, Mato Grosso do Sul possui veículos com nove eixos e cargas superiores a 100 toneladas circulando sobre uma infraestrutura construída há cerca de 20 anos.
Juliano Almeida/Campo Grande News

Governador hoje durante o projeto Café & Política, em Campo Grande
O governador também comparou a fiscalização brasileira com a do Paraguai, país que, segundo ele, mantém controle mais rígido sobre o peso das carretas nas rodovias.
A discussão ocorre em um período de expansão do transporte de cargas em Mato Grosso do Sul, impulsionada por atividades como celulose, mineração, agricultura e pecuária.
Recentemente, a Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito) autorizou, em caráter experimental, a circulação de hexatrens da Suzano em seis trechos não pavimentados de rodovias estaduais.
As composições podem chegar a 60 metros de comprimento e foram desenvolvidas com CMT (Capacidade Máxima de Tração) de até 250 toneladas. A autorização, entretanto, não informa o peso que será admitido durante os testes nas vias públicas.
A operação depende da concordância do órgão responsável pelas rodovias e da apresentação de estudos sobre a capacidade estrutural e geométrica dos trajetos, incluindo pontes, bueiros e outras estruturas. A Suzano também ficará responsável por eventuais danos provocados durante a circulação experimental.
Reconstrução pode superar R$ 40 milhões
Riedel afirmou que o Estado ainda não possui um diagnóstico completo sobre as intervenções necessárias na ponte que desabou sobre o rio Taquari. Segundo ele, a reconstrução poderá custar entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões, mas o valor ainda é preliminar.
“Essa do Taquari é uma ponte longa, uma ponte grande. Eu ainda não tenho diagnóstico do que será necessário para recompor aquele acesso, mas não fica menos de R$ 40 milhões ou R$ 50 milhões”, declarou.
No caso da ponte sobre o rio do Peixe, que desabou em fevereiro na MS-080, em Rio Negro, o Estado contratou emergencialmente uma nova estrutura por R$ 13,28 milhões. O prazo previsto para a execução é de 360 dias. Enquanto a obra definitiva não é concluída, uma ponte metálica provisória atende o trecho.
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