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Bebê resgatada no Paraguai aguarda decisão da Justiça para voltar a Campo Grande

Campo Grande News em 10 de Agosto de 2026

Divulgação

Ayla sendo entregue à conselheira tutelar de Porã

A bebê supostamente sequestrada aos 28 dias de vida resgatada em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, na madrugada de domingo (9), aguarda decisão judicial para voltar para Campo Grande. A menina passou por exames médicos e está em um abrigo em Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande.

Conforme apurou o Conselho Tutelar da cidade que faz fronteira com o Paraguai, após a decisão da Vara da Infância e Juventude de Ponta Porã, a SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) ficará responsável pelo transporte da pequena até Campo Grande. “Ainda não houve a decisão e nem sabemos quando ela será levada, mas é muito provável que ela vá para Campo Grande sim”, explicou o órgão.

Após voltar para a cidade de origem, a bebê deve passar por uma nova avaliação, assim como a família e a Vara da Infância e Juventude de Campo Grande decidirá o destino final da pequena, considerando também a investigação da DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) que segue em andamento.

O resgate

O rastreamento de sinais telefônicos foi o ponto de partida para a polícia chegar ao local onde a bebê estava sendo mantida por Alex Melo de Abreu e Suzilaine da Graça Costa, que foram presos em flagrante.  A recém-nascida foi encontrada na residência em Pedro Juan Caballero por volta da 1h15 deste domingo.

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Alex e Suzilaine presos no Paraguai pelo sequestro da bebê

A ação foi conduzida pela procuradora Sandra Díaz em conjunto com o Comando Bipartite e agentes do Ministério Público, em cumprimento a um mandado expedido pelo juiz criminal Álvaro Justo Rojas Almirón. Além da prisão do casal, as autoridades apreenderam aparelhos celulares, documentos e um veículo Lifan de cor azul.

Em seguida, a recém-nascida foi encaminhada ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero para avaliação médica. O relatório informa que ela não possuía registro civil, certidão de nascimento ou CPF no momento do resgate. Os dois suspeitos foram expulsos do Paraguai e entregues à PF (Polícia Federal) em Ponta Porã na tarde de domingo.

Alex usava documento falso e estava foragido da justiça. Contra ele havia mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça do Amazonas por condenação de 11 anos e seis meses por um homicídio. Em fevereiro de 2022, ele atropelou e matou uma adolescente de 16 anos na cidade de Apuí. O homem também tem passagens por estelionato, furto e violência doméstica, além de se passar por policial aposentado para enganar mulheres.