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Neto encontra no avô o amor e a presença de um pai desde os primeiros dias de vida

Leonardo Cabral em 09 de Agosto de 2026

Foto enviada ao Diário Corumbaense

Momentos entre o avô Paulo César e o neto, Gabriel

Para Gabriel Henrique Yovio de Souza Martins, o amor paterno tem rosto, voz e abraço: é o do avô, Paulo César de Souza. Desde os primeiros dias de vida, foi ele quem esteve presente, oferecendo carinho, proteção, orientação e, sobretudo, a segurança de uma figura paterna.

O pai biológico de Gabriel, Anderson Martins, morava em outra cidade. A distância fazia com que o contato entre os dois acontecesse principalmente por telefone e, embora os encontros presenciais fossem raros, o vínculo e o amor permaneceram. Há exatamente um ano, porém, Gabriel perdeu o pai em um acidente de carro.

Hoje, aos 14 anos, o adolescente reconhece no avô a presença paterna que o acompanhou durante toda a infância e que continua sendo fundamental em sua formação. Por isso, para a família, o Dia dos Pais também é uma oportunidade de homenagear aquele que exerce esse papel com dedicação e amor.

“Mesmo com esse contato por telefone e raramente de forma física, isso não diminuía o amor que eu tinha pelo meu pai, apesar da distância. Porém, ele se foi, e isso me dói. Sinto muito a morte dele, mas foi no meu avô que vi a figura do meu pai desde os primeiros anos de vida. Foi ele quem me ensinou valores que levo comigo, além de estar sempre presente quando era necessário. É nele que vejo a figura paterna que me incentiva a ser uma pessoa cada vez melhor, sem nunca me esquecer do próximo”, contou Gabriel ao Diário Corumbaense.

Foto enviada ao Diário Corumbaense

Hoje, com 14 anos, Gabriel carrega o exemplo paterno do avô

Segundo a mãe do adolescente, Regmar de Fátima Yovio, o avô esteve ao lado do neto desde o nascimento e participou de cada etapa de seu crescimento.

“Ele orientou, acompanhou, levou ao médico e foi 100% presente na vida do Gabriel. Foi ele quem o viu nascer, andar e falar. Foi a primeira pessoa a pegar o Gabriel no colo. Nas apresentações escolares, sempre esteve presente, principalmente nas apresentações de Dia dos Pais”, relatou Regmar.

Avô é todo "babão"

Como tantos avôs que se rendem ao carinho pelos netos, Paulo César não esconde o orgulho que sente por Gabriel. Faz o possível para vê-lo sorrindo e satisfeito e, sempre que pode, atende aos pedidos do neto. Ao mesmo tempo, procura transmitir os valores que considera importantes para que Gabriel leve consigo por toda a vida. 

O sentimento, segundo ele, vai muito além do vínculo entre avô e neto.

“Eu me sinto feliz, o amor supera qualquer dificuldade e, todos os dias, vejo o quanto ele está amadurecendo como um grande ser humano. Tenho orgulho dele, é meu filho-neto, o nosso 'Gabe'. Espero que ele possa levar todos os valores de amor, resiliência e de olhar para o próximo por toda a vida. Com isso, já me sentirei satisfeito e, acima de tudo, completo, por saber que assumi esse papel de pai e avô na vida dele, mantendo uma relação que vai além. É um sentimento inexplicável”, declarou Paulo, emocionado.

Foto enviada ao Diário Corumbaense

“Meu avô é o meu coração batendo fora do peito, diz Gabriel

Para Gabriel, o avô representa proteção, sabedoria e a tranquilidade de um amor construído ao longo dos anos. É a presença de alguém que o acompanha diariamente, orienta suas escolhas e compartilha com ele as experiências acumuladas ao longo da vida.

“No olhar ou no abraço do meu avô, enxergo as raízes da minha própria história e a segurança de um amor incondicional que vou levar para o resto da minha vida. É simplesmente um sentimento que não sei explicar, mas que demonstramos no nosso convívio diário”, afirmou o adolescente.

E, ao definir a dimensão desse vínculo, Gabriel não hesita: “Meu avô é o meu coração batendo fora do peito”.

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