Campo Grande News em 28 de Julho de 2026
Autoridades do país vizinho afirmam que o esquema para trazer esse tipo de entorpecente produzido na América do Norte envolve traficantes paraguaios e facções criminosas brasileiras. O destino final seria o Brasil.
O entorpecente estava escondido em fundos falsos das caminhonetes, despachadas de navio de Miami para o Paraguai. O serviço de inteligência da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) do Paraguai já monitorava o esquema e fez a apreensão no Porto de Villeta, na margem do rio Paraguai (veja o vídeo acima).
Divulgação/Senad

Caminhonetes importadas dos Estados Unidos e usadas para esconder droga
“Os traficantes locais ainda não possuem capacidade de produzir esse tipo de maconha. Temos observado nos últimos anos uma tentativa deles de melhorar o entorpecente produzido aqui através de organizações paraguaias e brasileiras, mas não nessa quantidade e no nível de qualidade dessa droga produzida nos Estados Unidos”, afirmou à reportagem o porta-voz da Senad, Francisco Ayala.
Em entrevista à imprensa do Paraguai, o ministro-chefe da Senad, Jalil Rachid, disse que a apreensão de hoje é recorde, pois supera os 261 quilos de maconha premium encontrados no jato executivo Bombardier Challenger, em maio deste ano.
Ele reclamou da fragilidade no controle de cargas nos portos do Paraguai e disse que as pessoas físicas e jurídicas envolvidas na importação das caminhonetes serão alvos de investigação por suspeita de ligação com a carga de droga. Rachid confirmou que o destino seriam usuários brasileiros: “O país consumidor por excelência desta substância é o Brasil”.
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